23 de novembro de 2020
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INCLUSÃO AFIRMATIVA

Progressista de Corumbá dá posse à membros LGBTQI+ no diretório municipal

“Oportunidade para todos é o nosso lema”, frisou Evander Vendramini, presidente do Diretório Regional

“Oportunidades Para Todos”. Este é o lema adotado pelo Progressistas, a organização partidária que surgiu em 2017 do ventre do Partido
Progressista, fundado em 1993. De centro-direita, é uma das forças políticas que ganham terreno e procura fazer jus ao seu lema,
quebrando inclusive paradigmas ideológicos.

Foi o que ocorreu em Corumbá no último sábado, quando o deputado estadual Evander Vendramini, presidente regional do PP, sacramentou mais um avanço no crescimento orgânico ao dar posse aos membros do grupo LGBTQI+ (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transgêneros, Queer e Intersexuais) no diretório municipal.

“Respeito e oportunidade para todos. É assim que o PP de Mato Grosso do Sul trabalha, dando espaço para que todos sejam ouvidos e, assim, caminhar na construção do futuro com mais igualdade e justiça”, postou Vendramini em uma rede social. O Movimento Mulheres Progressistas de Corumbá comemorou a iniciativa e a formação do colegiado. “Acreditamos em políticas de oportunidade e o Partido Progressista tem como slogan ´oportunidade para todos´. É exatamente assim que pensa e age nosso presidente, o deputado Evander Vendramini”.

Jô Hurtado foi a escolhida para coordenar o grupo. Com ela estarão compartilhando as atividades do LGBTQI+ do PP corumbaense Léo Aguilar de Lima, Jiji Ferreira de Souza, Luciano da Costa Magalhães, Val Araújo da Silva e Wender da Silva.

ENTENDA

Segundo a jornalista Isabella Otto, o principal intuito imaginado com a  sigla e o símbolo LGBTQI+ é unir todas as pessoas que fazem parte da comunidade e fazer com que elas se sintam representadas e reconhecidas. “Antigamente, GLS era a sigla usada. Ela foi criada em 1994 e significava gays, lésbicas e simpatizantes. Caiu em desuso porque os simpatizantes poderiam ser qualquer pessoa, desde alguém que se identificasse como bissexual, por exemplo, até alguém que fosse hétero, mas apoiasse a causa. Isso tirava, em alguns aspectos, o protagonismo da comunidade”.

Isabella Otto prossegue: “Depois, a sigla usada passou a ser GLBT. Com o tempo, mais coisas a respeito de gênero e orientação foram
descobertas e a sigla foi se atualizando”. A sigla é dividida em duas artes. A primeira, LGB, diz respeito à orientação sexual do indivíduo. A segunda, TQI+, diz respeito ao gênero.

Cada letra é a inicial de uma identificação de gênero. O L é de lésbica, toda mulher que se identifica como mulher e têm preferência
sexual por outras mulheres. O G é de gay, todo homem que se identifica como homem e se relacionam com outros homens. O B é de bissexual, aquele que tem preferência sexual por dois ou mais gêneros.

O T é a inicial de transsexuais, travestis e transgêneros, pessoas que não se identificam com os gêneros impostos pela sociedade, masculino ou feminino, atribuídos na hora do nascimento e que têm como base os órgãos sexuais. O Q é de queer, pessoas que não se identificam com os padrões de heteronormatividade impostos pela sociedade e transitam entre os gêneros, sem necessariamente concordar com tais rótulos. O I, de intersexuais, antigamente chamadas de hermafroditas, pessoas que não conseguem ser definidas de maneira distinta em masculino ou feminino. O sinal + (mais) engloba todas as outras letrinhas de LGBTT2QQIAAP, como o “A” de assexualidade e “P” de pansexualidade. (Com isabella Otto/Capricho).