08 de outubro de 2026
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"SEI LÁ"

Valdemar admite golpe dos Bolsonaro e não nega risco de Flávio

Análise é que Flávio não deve apenas acabar com a reeleição, mas eliminar a concorrência e impedir novas eleições, consolidando seu projeto autocrata

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O líder do PL, Valdemar Costa Neto, confessou que houve uma trama para dar um golpe de Estado no Brasil. 

O plano foi rascunhado nos gabinetes após Jair Bolsonaro ser derrotado nas urnas em 2022.

A admissão escancara o método de quem agora atua para emplacar Flávio Bolsonaro no poder.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o dirigente político assumiu a articulação sem qualquer pudor.

Valdemar tentou, porém, 'passar pano' para a própria turma e diminui o tamanho do atentado.

A justificativa cínica foi que para ele, planejar a quebra da República não é grave se o plano não for executado.

Portanto, a velha banalização da violência institucional falada abertamente nos microfones.

A SOMBRA DE FLÁVIO

O maior alerta de perigo, no entanto, recai sobre o amanhã e a democracia brasileira realmente está em perigo.

O dirigente foi colocado contra a parede sobre o futuro das instituições num eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Questionado se poderia garantir que a chapa não armaria uma articulação golpista parecida, Valdemar não escondeu o jogo.

“Sei lá, sei lá”.

Apenas duas palavras bastaram para confirmar que a cartilha do autoritarismo segue na mesa de cabeceira do partido.

A análise é que Flávio não deve apenas acabar com a reeleição, mas eliminar a concorrência e impedir novas eleições, consolidando seu projeto autocrata.