22 de junho de 2021
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Boletim indica nova melhora e diz que Pelé não tem infecção sistêmica

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O hospital Albert Einstein divulgou, às 15h30 de hoje, um novo boletim médico sobre o estado de saúde de Pelé, e pela segunda vez seguida com boas notícias. Internado por uma infecção urinária que se agravou, Edson Arantes do Nascimento segue na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas os médicos indicaram uma melhora clínica, não identificaram nenhuma uma infecção sistêmica e disseram que os medicamentos estão surtindo efeito sobre a única bactéria encontrada até agora.

"O paciente Edson Arantes do Nascimento (Pelé) vem apresentando melhora de sua condição clínica e segue sob cuidados na unidade de terapia intensiva. Continua em tratamento temporário de suporte renal (hemodiafiltração veno-venosa contínua) e lúcido. O paciente respira espontaneamente. A única bactéria identificada até o momento é sensível aos antibióticos utilizados. Não foi identificada nenhuma infecção sistêmica", disse o boletim.

É o segundo boletim positivo sobre Pelé nesta sexta-feira. Pela manhã, o hospital já havia divulgado que o ex-jogador está "lúcido, em ventilação espontânea ou outras terapias de suporte". Agora à tarde, manteve as informações e acrescentou que o Atleta do Século se alimenta por via oral.

Na última quinta, o Rei do Futebol apresentou problemas renais e teve de ser levado à UTI para fazer tratamento de suporte (hemodiafiltração veno-venosa contínua). Ele está internado desde a última segunda para tratar uma infecção urinária.

As informações do boletim batem com o que disse a filha de Pelé, Flavia Christina Kurtz Vieira de Carvalho, que conversou com o UOL Esporte. Segundo ela, o ex-jogador está "super bem", não tem sepse (quadro grave de infecção) e só está fazendo um tratamento necessário. "Vocês [imprensa] estão matando ele", disse ela.

Pelé está fazendo uma espécie de hemodiálise para manter o funcionamento dos rins de forma artificial. Segundo especialistas ouvidos pelo UOL Esporte, a hemodiálise é comum para tratamentos desse tipo e que a internação na UTI não significa necessariamente uma piora no estado clínico.

"A UTI não é só para pacientes que estão piorando. É só um tratamento mais disciplinado, com mais equipamentos à disposição. E com mais diagnósticos rápidos que podem intervir em pacientes com instabilidade. Não vejo isso como uma definição de que necessariamente piorou", completou Aguinaldo Nardi, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia.

Karla Machado com UOL