18 de abril de 2021
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ESPORTE

Seleção Brasileira feminina estreia camisa sem estrelas do masculino: "Vamos conquistar nossa"

Em momento histórico, equipe passa a ter o desenho próprio do escudo e jogadoras vibram

O futebol femino está em fase de crescimento em todo o mundo e assim, nada mais justo que essa nova fase se refletir também na Seleção Brasileira.
Acontece que a partir da noite desta sexta-feira, 27, as atletas terão uma camisa exclusiva para elas sem as cinco estrelas da equipe masculina, asseguradas com o pentacampeonato em Copas do Mundo. 
O novo uniforme fará sua estreia no amistoso diante do Equador, na Neo Química Arena, a partir de 21h30 (de Brasília). Diante desse momento histórico, as jogadoras celebraram a novidade.

"Eu via muitos comentários, muitas pessoas que falavam dessa questão, por que era como se a gente carregasse uma coisa que a gente não conquistou, lógico que a gente fica muito feliz por todas as conquistas do masculino. Eu acho que o Brasil é reconhecido como país do futebol, muito por todas as coisas que eles conquistaram, pelos grandes jogadores, mas agora acho que é um momento diferente, né? A gente vai conquistar nossa estrela a gente vai carregar a estrela que a gente for conquistar, acho que é muito legal isso e a gente vai se sentir mais confortável com essa situação", disse Andressinha durante o ensaio fotográfico da nova camisa.

Estrela na liga americana de futebol, a NWSL, Debinha vibrou com o novo momento até por acompanhar de perto a seleção dos EUA, que já conta com suas próprias estrelas na camisa. Para ela, será uma motivação a mais na busca pelos objetivos.

"É uma oportunidade única, né? Estou muito feliz de estar fazendo parte disso, de estar com a seleção e tentar mudar a história do futebol feminino. E com certeza vai motivar ainda mais a gente. Agora a gente vê o futebol feminino crescendo no Brasil e tem a possibilidade de colocar uma estrelinha aqui. Estou muito ansiosa para isso pra chegar nas Olimpíadas, Mundial, é bem bacana e eu estou muito feliz por fazer parte disso", disse Debinha.

Esse momento é de trilhar a própria história já tão cheia de conquistas e desafios na seleção feminina, especialmente porque o foco fica por conta dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.
Na bagagem, duas pratas olímpicas e uma técnica, Pia Sundhage, que sabe como fazer para chegar ao topo.

"Bastante história, e a gente quer fazer muito mais, a intenção é essa e agora as coisas só têm a melhorar e a gente vai em busca de colocar estrelas aqui sim", disse Adriana.