É MENTIRA!
Notícia de que presidente Lula teria jogado bandeira no chão é falsa
Mendonça dá 24h para remoção de posts
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta terça-feira (6.out.26) que plataformas de redes sociais removam, em até 24 horas, publicações que afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, teria jogado a bandeira do Brasil no chão após votar no primeiro turno das eleições.
A decisão atende a um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais e alcança publicações feitas em plataformas como Facebook, TikTok, Threads, Instagram e X. Entre os perfis citados está o do influenciador Pablo Marçal.
As postagens afirmavam que Lula teria jogado a bandeira no chão depois de tirar uma fotografia ao lado do candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin, antes de deixar o local de votação, em São Bernardo do Campo (SP).
Segundo as publicações, o gesto representaria uma demonstração de “desprezo pelo Brasil”.
VÍDEO MOSTRA BANDEIRA SENDO ENROLADA
Na decisão, Mendonça afirma ter analisado diferentes registros do episódio. Entre eles está uma gravação exibida pela GloboNews.
Segundo o ministro, as imagens mostram Lula enrolando a bandeira e entregando o objeto a outra pessoa. O registro, de acordo com a decisão, não mostra a bandeira sendo jogada ou deixada no chão.
Por isso, Mendonça determinou a retirada das publicações que afirmem que Lula “atirou”, “jogou” ou “deixou” a bandeira brasileira no chão.
A decisão, porém, não determina a remoção de todas as críticas relacionadas ao episódio.
Publicações que afirmem que Lula “amassou” a bandeira ou que interpretem o gesto como desrespeito ou falta de consideração pelo país poderão permanecer nas plataformas.
Para o ministro, nesse caso, trata-se de uma avaliação subjetiva sobre o significado do gesto, protegida pela liberdade de expressão e de opinião.
“Cabe ao eleitor formar sua própria percepção sobre se a maneira pela qual a bandeira foi dobrada, enrolada ou manuseada representou gesto adequado, descuidado ou desrespeitoso”, escreveu Mendonça.
O ministro também considerou, com base em outros registros fotográficos do episódio, que os responsáveis pelas publicações não necessariamente tinham conhecimento de que estavam compartilhando informações falsas.
