10 de março de 2026
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VIOLÊNCIA POLICIAL

Vídeos mostram PMs em conflito com indígenas em acampamento de MS

Correria, desespero e estalos de tiros; conflito ocorreu, segundo a PM, porque os indígenas estavam avançando sobre casas de agricultores; imagens, porém, mostram casas de indígenas em chamas

Lideranças indígenas denunciam que das 12h às 15 desta quinta (11.nov.21) a Polícia Militar e seguranças particulares atacaram indígenas no acampamento Avaeta, em Dourados (MS). 

Vídeos enviados à reportagem mostram uma viatura vindo em direção a um grupo de indígenas que corre em meio a disparos do que parece ser munição de borracha. Mais a frente barracos estão em chamas e bombas de gás são filmadas em meio a vegetação. 

"Queimaram as casas de famílias indígenas, destruíram pertences. PM e segurança particular fizeram ataques genocidas contra indígenas Guarani e Kaiowá", denunciam as lideranças. Veja as cenas: 

O MS Notícias falou com o Tenente Coronel Helbert, que argumentou que ontem foi solicitada a viatura da PM por moradores e agricultores da região que estavam sendo, segundo ele, saqueados pelos indígenas. "Nós temos duas aldeias indígenas aqui em Dourados. Fora dessas aldeias tem uma área de conflito. Porque os indígenas atacam pedras, flechas e avançam contra as casas de agricultores e eles acionam a PM", iniciou.  

Conforme o Coronel, na situação mostrada no vídeo, ontem, a PM reagiu com disparo de bombas de gás e balas de borracha, de acordo com o Tenente Coronel, em decorrência de terem sido atingidos pelos indígenas. "Fomos recebidos por pedradas e dispararam com espingarda calibre 22 contra a viatura, até quebraram a vidraça da viatura. Não foi a Polícia Militar que avançou contra eles. Nós mantemos uma distância de 30 a 40 metros de segurança", rebateu. 

Nos vídeos, os indígenas mostram barracos queimando e de acordo com quem fala na imagem, seriam Militares que atearam fogo. "Eles falam no vídeo que foi a PM, mas não fomos nós. Vou solicitar a abertura de uma sindicância para entender quem foi que provocou os incêndios contra as casas, eu vi os vídeos, que eles falam que foi a PM", explicou o Tenente Coronel. 

Segundo ele, não houve feridos da parte dos indígenas. "Apenas um dos militares levou uma pedrada, mas foi um ferimento leve", completou. "Ontem à noite nós fomos lá por volta das 21h30. Para ver se tinha algum indígena lá perturbando. Hoje [12.nov.21] solicitei ao senhor Valdir, da Funai aqui em Dourados, que façamos uma reunião para entender o porque desses conflitos. A gente não quer confronto nem conflito com ninguém. A gente não quer conflito com ninguém, mas a gente não pode também ser recebido desse jeito", adiantou o Coronel.  

O citado pelo tentente é o também militar, Coordenador Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Valdir Roloff, nomeado em 2020. Tentamos falar com Roloff para ouvir ele sobre o conflito, mas no órgão, ninguém atendeu as tentativas de contato por telefone.  

Imagens a que a reportagem teve acesso mostram os militares derrubando o que parecem ser estruturas de moradia em meio a área aberta. Eles também são filmados sendo atingidos por pedras e revidando com tiros de bala borracha. Numa das imagens é possível os estilhaços de vidros da viatura, que a PM diz terem sido provocados por munição de calibre 22. Veja abaixo: 

A PM disse que a reportagem poderia confirmar as versões ligando para um dos agricultores, esse seria Allan Christian Kruger, que não atendeu as nossas tentativas de contato. O Tenente Coronel não negou que tivessem seguranças particulares no local do conflito. "Agora á tarde nós vamos deslocar lá, aí eu faço contato para esclarecer sobre isso aí", finalizou.  

A reportagem tentou falar com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mas de acordo com uma atendente, nem o secretário Antônio Carlos Videira e nem o secretário-adjunto, Ary Carlos Barbosa, poderiam falar sobre o episódio, pois cumprem agenda no interior.

 

 

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