17 de junho de 2024
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Economista diz que espera que Brasil não passe por trauma para reestabelecer a economia

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O professor Eduardo Giannetti, especialista em economia política, proferiu palestra hoje na Famasul, no MS Agro 2014. O economista iniciou sua palestra com uma frase de Eça de Queiroz. “O governo e fraudas devem ser trocados periodicamente e pelo mesmo motivo” (Eça de Queiroz). O tema do evento é ‘Novo Governo: Perspectivas Econômicas e Políticas para o Brasil’

Já tema da palestra apresentado por Giannetti foi “Conjuntura atual e perspectivas econômicas brasileiras”, e teve a participação do presidente da Famasul, Eduardo Riedel e tendo como mediador Heraldo Pereira, jornalista, que é comentarista político da TV Globo. A abordagem foi sobre o momento e de reversão na expectativa da economia. “O Brasil tinha um desempenho satisfatório que cresceu sem sacrificar a base econômica estável e tinha uma inflação comportada e sem crise externa e na grande crise econômica de 2008 e 2009 o Brasil passou sem abalos, mas esse momento bom na economia não se manteve”, explicou.

Giannetti falou que o baixo crescimento crônico começou nos últimos quatro anos, onde o Brasil cresceu apenas 1,6 %. Enquanto os outros países tinham crescimento de 3, 3% o do Brasil foi de 0,3 %. “Esse tipo de crescimento baixo é comparado ao governo de Floriano Peixoto e Collor de Melo”.

Outra coisa que preocupa, segundo Giannetti é a inflação. O governo segurou os preços administrativos para segurar a inflação a curto prazo e se ele tivesse corrigido a inflação do petróleo,  da energia e dos transportes o crescimento seria maior. Outro fator que influencia nessa reversão de expectativas é o déficit de conta correte elevada. O déficit brasileiro em conta correte é de 3%.

“A inflação, o déficit e a reversão de expectativas mostra que há algo muito errado na economia, que inspira muito cuidado hoje e é só uma questão tempo para o desemprego crescer”, analisou.

Hoje são gastos 4 % além do que se arrecada no país e 40 % do valor criado pela sociedade é intermediado pelo setor público. Hoje o país investe 2,5 % para o crescimento enquanto outros países investem até 25 %.

“O governo tomou consciência hoje que não se baixa inflação no grito, que a correção da bolsa do BNDES está diminuindo o repasse do tesouro e que deve haver um marco regulatório para serem criadas concessões”.

O economista terminou sua fala dizendo que “espero que o Brasil não passe por um trauma para reestabelecer a economia”, finalizou.

Leide Laura Meneses e Tayná Biazus