23 de maio de 2022
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Homicídios de mulheres em Mato Grosso do Sul registrou queda em dez anos

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Homicídios de mulheres em Mato Grosso do Sul registrou queda de 0,1% em dez anos. Conforme estudo divulgado nesta segunda-feira (9) pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, chamado Mapa da Violência, entre 2003 e 2013, para cada 100 mil mulheres, 20 mil foram vítimas de homicídio no Estado. 

Outro indicador do Mapa, é que houve aumento de 54% na taxa de homicídio de mulheres negras no Brasil no mesmo período de 2003 a 2013. De 1.864, em 2003, o número saltou para 2.875, em 2013. Enquanto, no mesmo período, o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%.

Ainda de acordo com Mapa, a maioria dos casos de violência contra mulher acontece no universo doméstico e 33,2% dos agressores são parceiros ou ex-parceiros. Conforme dados do Ministério da Saúde, em 2013, 50,3% das mortes violentas de mulheres foram causadas por familiares.

Sobre a idade das vítimas, o Mapa da Violência aponta baixa incidência até os 10 anos de idade, crescimento até os 18 e 19 anos, e a partir dessa idade, uma tendência de lento declínio até a velhice.

O país tem taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde que avaliaram um grupo de 83 países, informou a Flacso.

O Mapa da Violência é um trabalho desenvolvido pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz que, desde 1998, já divulgou 27 estudos. Todos eles, segundo a Flacso, trabalharam a distribuição por sexo das violências, sejam suicídios, homicídios ou acidentes de transporte, mas em 2012, dada a relevância do tema e as diversas solicitações nesse sentido, foi elaborado o primeiro mapa especificamente focado nas questões de gênero.

Homicídios de Mulheres no Brasil

De 1980 a 2013, foram vítimas de assassinato 106.093 mulheres. Entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21,0% na década.

Segundo o Mapa da Violência, diversos estados evidenciaram “pesado crescimento” na década, como Roraima, onde as taxas de homicídios femininos cresceram 343,9%, ou Paraíba, onde mais que triplicaram (229,2%). Entre 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha, e 2013, apenas em cinco estados registraram quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.

Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as capitais com taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de 10 homicídios por 100 mil mulheres. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com as menores taxas. Campo Grande apresenta índice de cinco mil casos para cada 100 mil mulheres.