21 de setembro de 2021
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Negacionista invade hospital e tenta tirar oxigênio de paciente

Autoridades britânicas estão endurecendo o seu posicionamento em relação a negacionistas, tendo admitido que já são colocadas em causa a vida de pessoas hospitalizadas

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O britânico Tobe Hayden-Leigh, de 45 anos, invadiu uma unidade de cuidados intensivos, em um hospital de Surrey, no Reino Unido, para ameaçar os profissionais de saúde, no qual ele acusa de serem "homicidas".

A polícia do condado de Surrey divulgou ontem, 4ª-feira (27.jan.21), imagens do homem, natural do condado limítrofe de Kent, para que se possa ser levado à justiça.

O suspeito, de acordo com a imprensa britânica, estava com um grupo de pessoas, todos sem máscara, quando entraram no hospital e começaram a insultar os profissionais de saúde. O incidente foi filmado pelos próprios, com o propósito de depois colocar as imagens nas redes sociais, o que aconteceu no dia 23 de janeiro.

O negacionista, isso é, que não acredita na existência do vírus SARS-CoV-2 estava pressionando os médicos para que o paciente tivesse alta e fossem levados para casa, enquanto os profissionais de saúde tentavam dizer que o doente podia "morrer a qualquer minuto" se fosse removido.

O homem insistia para que fosse retirado o oxigênio de um paciente e ignorava os apelos do médico para sair do local, num incidente que durou cerca de 20 minutos. De acordo com a imprensa britânica, que teve acesso ao vídeo, é possível ouvir o doente tossindo e com dificuldade em respirar.

Tobe cobrava o médico para que lhe definisse o coronavírus e que lhe provasse que existe, embora estivesse num local cheio de pacientes da doença.

Nesta quarta-feira as autoridades de Saúde e a polícia britânica indicam ao Guardian que há vidas sendo colocadas em risco e que o cuidado a pacientes está sendo colocado em causa devido a invasões de negacionistas nos hospitais.

Desde o início do ano, vários adeptos de teorias de conspiração perseguem profissionais de saúde e invadem hospitais e unidades de saúde para filmar e depois partilhar o resultado nas redes sociais. Até ao momento, foram detidas e multadas apenas sete pessoas.