O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu um inquérito civil no município de Nioaque (MS).
O procedimento investiga um suposto caso de enriquecimento ilícito envolvendo uma servidora efetiva.
A apuração é conduzida pela promotora Mariana Sleiman e parte de uma denúncia interna.
O alerta foi dado pelo Secretário Municipal de Finanças, Rafael Bueno do Amaral.
Segundo o secretário, foram detectadas movimentações atípicas nas contas da prefeitura em 2024.
CAMINHO DO DINHEIRO
A denúncia aponta que valores da conta oficial do município foram transferidos para uma conta privada.
A beneficiária dos repasses seria Joelma Maciel Sanabria, funcionária do quadro permanente.
O montante total identificado nos extratos soma R$ 10,8 mil em transações suspeitas.
O dinheiro teria saído da conta corrente do ente público diretamente para uma poupança da servidora.
DETALHES DAS TRANSFERÊNCIAS
Os documentos anexados ao inquérito detalham três movimentações financeiras principais.
A primeira ocorreu em 10 de abril de 2024, no valor de R$ 3.900,00.
Em 20 de maio, uma segunda transferência foi registrada, desta vez de R$ 6.000,00.
Por fim, em 14 de junho, houve um repasse de R$ 980,00 para a mesma conta-poupança.
De acordo com a Secretaria de Finanças, esses pagamentos não possuem notas de autorização correspondentes.
PRÓXIMOS PASSOS
Diante dos indícios, a promotora notificou a servidora investigada.
Joelma tem um prazo de 15 dias para informar se tem interesse em uma solução consensual.
O MPMS ofereceu a possibilidade de um Acordo de Não Persecução Cível (ANPC).
Essa medida jurídica permite resolver o caso sem a necessidade de uma ação judicial prolongada.
O espaço segue aberto para a manifestação da defesa da servidora citada.











