25 de junho de 2021
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Afilhado político de Sarney é eleito governador do Amapá pela 3ª vez

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O pedetista Waldez Góes, 52, foi eleito governador do Amapá após derrotar o atual chefe do Executivo estadual, Camilo Capiberibe (PSB), 42, no segundo turno das eleições. Seu principal apoio no pleito foi o senador José Sarney (PMDB). Waldez, que já foi governador por dois mandatos consecutivos (2003-2010), recebeu o apoio do PR, do PRB, do PHS e do grupo político liderado pela família Favacho - ligada ao PMDB - para a disputa da reta final do pleito. O pedetista tentou sem sucesso conseguir o apoio da vice-governadora, Dora Nascimento (PT), e do Partido dos Trabalhadores. O presidente do PT no Estado, Joel Banha, disse que a legenda iria manter a aliança formada no primeiro turno, endossando a candidatura de Capiberibe. Acusado de "paralisar a ação de combate à corrupção do Ministério Público", o governador eleito se disse um defensor da investigação e da punição desse tipo de crime. Segundo Capiberibe, a atitude de barrar a apuração dos casos "virou compromisso de Waldez para conquistar apoio de políticos processados". Durante a campanha no segundo turno, Waldez defendeu a criação de uma "central de licitações" para evitar e fiscalizar casos de corrupção nesses processos. Em 2010, Waldez foi preso pela PF (Polícia Federal) durante a operação Mãos Limpas junto com outras 17 pessoas sob a acusação de integrar um esquema de desvio de dinheiro público no Estado. O caso ainda não foi julgado.

Padrinho

Sarney foi figura constante no palanque de Waldez. "Brasileiras e brasileiros que aqui se encontram, Waldez foi e será o futuro governador do Estado do Amapá", afirmou Sarney em diversas ocasiões, valendo-se do bordão pelo qual ficou famoso quando foi presidente, entre 1985 e 1990. Com 84 anos, 60 deles dedicados à vida pública, Sarney anunciou em junho deste ano que não tentaria reeleição ao Senado nem concorreria a nenhum cargo público.
Waldez GóesAntônio Waldez Góes da Silva nasceu em 1961 no Pará. Ele se iniciou na política em 1994. Naquele ano, ele foi eleito deputado estadual pelo Amapá. Foi eleito governador em 2002, sendo reeleito logo a seguir em 2006. Quatro anos depois, tentou uma vaga ao Senado, mas não conseguiu se eleger.

Esperançômetro

O Amapá possui 750.912 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2014. Com um PIB de R$ 8,9 bilhões (segundo os dados mais recentes do IBGE, de 2011), o Amapá conseguiu avançar em 4,9% em relação aos valores de 2010, que eram de R$ 8,2 bilhões. Na enquete do "Esperançômetro", do UOL Eleições, a maioria dos internautas do Amapá esperam que o atendimento à saúde melhore. Em seguida, vem a segurança pública. Para o setor, o governador eleito prometeu levar as "Redes de Atenção  à Saúde a  todos os 16 municípios do Estado" e descentralizar a gestão do SUS (Sistema Único de Saúde) no Amapá, dando mais autonomia às prefeituras. A intenção é "superar as desigualdades sociais em saúde" com a redistribuição da oferta de ações e serviços, priorizando a atenção a grupos sociais cujas condições de vida e saúde sejam mais precárias. UOL