17 de abril de 2024
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GUERRA | ORIENTE MÉDIO

Vinte e seis ministros cobram cessar-fogo de Israel no massacre contra a Palestina

Netanyahu encurrala palestinos em Rafah para massacre final; Europa cita 'linha vermelha'

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O plano do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é matar o máximo de palestinos possível e despovoar a Faixa de Gaza, na Palestina

Diante dessa suspeita, vinte e seis ministros dos Negócios Estrangeiros europeus assinaram declaração cobrando um cessar-fogo imediato em Gaza. 

O grupo alertou para as 'terríveis consequências' da massacre militar de Israel contra os mais de 2 milhões de civis palestinos alojados em Rafah, na fronteira com o Egito.  

Analistas políticos dizem que a estretégia política de Netanyahu faz parte de um plano mais amplo para despovoar Gaza e prolongar a sua sobrevivência política, já que muitos prevêem que ele será afastado do seu posto após a guerra.

Mas os líderes mundiais alertaram que um ataque em grande escala a Rafah é uma “linha vermelha”.

Rafah é a última cidade no território palestino. Netanyahu quer usar o massacre para empurrar o povo ao outro lado da fronteira. 

Até o momento, Israel matou 28 mil palestinos, a maioria crianças e mulheres exterminadas.  

“A máquina de guerra israelense está atacando Rafah com intenções genocidas”, disse Omar Rahman, especialista em Israel-Palestina do think tank Conselho do Médio Oriente para Assuntos Globais.

Apesar da próximidade com o Egito, entrar no país afrinano não é simples, pois há um custo alto: “Neste momento é muito caro para qualquer um tentar e ter recursos para entrar no Egito. Requer cerca de US$ 5.000 e poucas pessoas têm esse tipo de dinheiro", explicou Haneen Rizk, funcionária da Agência de Ajuda às Nações Unidas (UNRWA), que fornece educação, cuidados de saúde e outros serviços de ajuda aos refugiados palestinos nos territórios ocupados e nos estados vizinhos.  

Desde o início da guerra, o Presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, declarou publicamente que não receberá refugiados palestinos por receio de que isso “acabaria com a causa palestina” e ameaçaria a segurança nacional do Egito. O líder egípcio apelou a um cessar-fogo para evitar uma catástrofe humanitária que poderá complicar ainda mais as suas relações diplomáticas com Israel.

FONTE: AL JAZEER