22 de junho de 2021
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Com fim previsto para amanhã, vacinação contra poliomielite está com baixa procura

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A metade dos pais e responsáveis das crianças menores de cinco anos de Campo Grande ainda estão em falta com a saúde dos pequenos, deixando de imuniza-los contra duas graves doenças. A campanha nacional de vacinação contra o Sarampo e a Poliomielite, que termina amanhã, atingiu pouco mais de 50% do público alvo, na Capital, que contra a paralisia infantil é de 54.155 crianças de seis meses ao completar cinco anos, e contra o sarampo é de 47.385 crianças de um a cinco anos. Em percentual fechado até ontem, pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), os índices marcam somente 57% para a polio e 52% vacinados contra o sarampo, de um total que é de 95% a ser atingido, estipulado pelo Ministério da Saúde. Hoje, há um surto de sarampo no nordeste brasileiro, que pode se espalhar para outros Estados do Brasil. A Campanha já tem 19 dias, incluindo hoje, tendo havido dois sábado (8 e 22), com dia D da Vacinação, que se amplia os postos de trabalho, a centros comerciais e locais de grande fluxo do município. Contudo, a não mobilização dos pais, mesmo com o transtorno de chuvas nestes dias D, preocupa, pois nos demais dias úteis o atendimento é feito nas unidades de saúde. “Estamos na corrida contra o tempo, pois precisamos afastar a possibilidade de surto dessas doenças no nosso Estado, garantindo a cobertura de 95% das crianças”, apela Cássia Kanaoka, gerente técnica de Imunização da Sesau. A imunização prossegue em 80 unidades de saúde até este dia 28 de novembro e pretende não repetir o que aconteceu no ano passado. Em 2013, a cidade enfrentou dificuldade para alcançar os índices estabelecidos, sendo necessárias duas prorrogações, que a Sesau quer evitar neste ano. "Precisamos estar atentos e os pais ou responsável ainda mais, para não deixar a vacina em segundo plano e até perdê-la. Estamos todos os dias nos postos, mas como tem gente que precisa de um dia especial, vamos abrir por toda a cidade novos locais de atendimento", disse o secretário de Saúde, Jamal Salém. De acordo com Cássia, desde 1990 não são registrados casos de poliomielite no Brasil. Já o sarampo é uma doença infecciosa aguda, de transmissão pessoa a pessoa, de elevada contagiosidade e apresenta elevada morbi-mortalidade entre as crianças menores de cinco anos, principalmente as desnutridas e imunodeprimidas. “A preocupação é que há um surto de sarampo no nordeste brasileiro, com mais de 600 casos confirmados. Os pais precisam se conscientizar sobre a importância da imunização para a saúde da criança e também para deixar a doença longe do nosso Estado”, ressalta a gerente da Sesau. Poliomelite O último caso de poliomielite no Brasil foi registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. Porém, é importante continuar vacinando porque a doença não foi erradicada em todo o mundo. Segundo a OMS, 26 países ainda registram casos da doença e quatro deles são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia. A polio é uma?doença infectocontagiosa grave transmitida por meio do contato com um portador do vírus da doença ou, então, com fezes humanas. Os sintomas principais são: febre, mal-estar, dor-de-cabeça e em alguns casos incapacidade de mexer os membros. Serviço A vacinação acontece em todas as Unidades Básicas de Saúde de Campo Grande, das 7 horas às 11 horas e das 13 horas às 17 horas.

Karla Machado com PMCG