24 de junho de 2021
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Com saída de ex-secretário, "falhas" da Semadur vêm à tona

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Depois do misterioso pedido de aposentadoria de João Alberto Borges dos Santos, ex-titular da Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano),"buracos" de sua gestão começam a aparecer. Embora nem o prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (PP) nem o atual secretário Heitor Pereira comentem, fontes da própria Semadur, que terão sua identidade reservada, afirmam terem presenciado o novo titular da pasta em dificuldade para resolver problemas herdados de seu antecessor.

João Alberto durante o tempo em que comandou a Semadur protagonizou momentos de crise em que ex-secretário deixou claro seu Modus operandi, que privilegiava a omissão em detrimento da ação.

No caso da interdição do Depósito Bueno, por exemplo, que estava totalmente irregular perante laudo da própria Semadur de 2013, João evitou falar com imprensa o quanto pôde, quando questionado negava desconhecimento e por diversas vezes se omitiu mesmo diante de provas concretas. João ignorou o laudo emitido em março de 2013, pelo então secretário de Bernal, Odimar Marcon, que confirmava a irregularidade do local que operava sem licença ambiental em área pública, que Alceu ocupava desde os tempos de Nelsinho Trad (PMDB) na prefeitura.

Até as notificações e ofícios do MPE (Ministério Público Estadual), João e a Semadur demoraram a responder. Mais curioso ainda era a dança das cadeiras que acontecia entre  Semadur e Procuradoria Geral do Município. Cada uma dizia ter repassado o ofício a outra e nunca havia resposta.

O próprio João Alberto admitiu que sabia de apenas dois procedimentos administrativos de 2012 e 2014, feitos aina na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), pois o de 2013, que constatava todas as irregularidades não fora encontrado, e até a saída de João Alberto o documento não apareceu.

O caso do Depósito Bueno foi um ente vários em que empresários e cidadãos denunciaram os prejuízos sofridos por eles diante da omissão da Semadur. Denúnias da época apontavam para demora na emissão e liberação de certidões de terrenos, de licença ambiental, documentos que por não serem emitidos trazia prejuízos ao município e empresários e cidadãos. João Alberto sempre que questionado não se pronunciava e assim como seu chefe, prefeito Gilmar Olarte jogava culpa na "herança maldita" de seu antecessor.

Heloísa Lazarini