16 de junho de 2021
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Não há previsão para inclusão de moradores da Cidade de Deus em programas de moradia

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A diretora-presidente da EMHA (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande), Marta Lúcia Martinez, disse hoje de manhã, durante entrega do residencial Nelson Trad, que o atendimento das pessoas que moram na favela Cidade de Deus depende da inscrição das famílias junto a EMHA, pois não existe qualquer planejamento de conjuntos habitacionais para aquela população. “Na verdade é assim, o atendimento com casas depende de cadastro e disponibilidade dessas moradias. Hoje nós não temos essa disponibilidade, quando a gente tem um projeto como este aqui, ele já foi feito há mais de anos”, explicou.

A diretora ainda explicou que para as famílias serem beneficiadas com casas do projeto Minha Casa, Minha Vida elas devem sair da situação de invasão. “Para essas pessoas entrarem em um projeto como o Minha Casa, Minha Vida, elas tem que sair daquela situação de invasão, voltar para uma moradia que ela estava e aí sim haveria uma possibilidade de elas serem contempladas, mas não é prioridade para nós atendermos pessoas que estão invadindo área pública”, afirmou.

Marta ainda disse que não existem projetos, atualmente, para pessoas que vivem em áreas invadidas, inclusive para moradores da Cidade de Deus. “Hoje nós não temos nenhum projeto específico para a Cidade de Deus e nem para outras áreas invadidas. E a nossa prioridade é atender o cadastro, que nós temos hoje cerca de 70 mil pessoas inscritas que pagam aluguel e a nossa prioridade é atender essas pessoas”, reafirmou.

Segundo Marta, a prefeitura está fazendo alguns lotes no Jardim Noroeste, porém não há nenhum posicionamento em relação a isso. “Hoje a questão da Cidade de Deus é muito mais judicial, porque aí é uma decisão de retomada de negociação com a prefeitura e ministério público do que habitacional, porque nós não temos um projeto previsto, e a reintegração é uma questão judicial”, analisou.

Com relação ao kit barraco, que os moradores da Cidade de Deus disseram que o prefeito prometeu a eles, Marta disse não conhecer esse kit. “Não existe esse kit, em situação, por exemplo, de que de repente a gente tenha que atender famílias, a Emha disponibiliza essa questão de lonas, mas tem que verificar com eles essas terminologias e a veracidade dessas informações”, finalizou.

Leide Laura Meneses