13 de junho de 2021
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Em nota, Bernal explica caos que Campo Grande vive

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O ex-prefeito de Campo Grande e presidente do Partido Progressista no Estado, se manifestou, e por meio de Nota de Esclarecimento, esclarece à população, os motivos que levaram Campo Grande à crise econômica. Conforme a nota, em 2013, época em que Bernal estava à frente do executivo municipal, foram enfrentamos dificuldades e se trabalhou para que a população tivesse serviços de qualidade e que fosse possível gerar uma economia ao município, de forma que a mesma retornasse em obras para os campo-grandenses. Desde a eleição, Bernal afirma ter sofrido perseguições, houve mudanças de leis, congelamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), sendo atribuído, segundo ele, a sua campanha, dentre outros. O ex-prefeito, ainda conforme a nota, informou as situações vividas, porém, em vão. Após a cassação de Bernal, no dia 13 de março deste ano, o então prefeito, deixou nos cofres públicos, mais de R$654 milhões, que atenderiam as obras e os compromissos de reajuste com os servidores municipais e em especial, com os professores. Também é esclarecido que a administração de Bernal possuía 453 comissionados, sendo alguns, servidores concursados. O limite para nomeação de profissionais era de 500. Para o ex-prefeito, os responsáveis pelo caos, o acusam de fracasso, porém, na visão de Bernal, a prefeitura hoje vive um tráfico de influência, das nomeações indevidas, tanto na quantidade, quanto nos vínculos existentes. “Querem que a população acredite que após 8 meses afastados, após 8 meses aguardando o posicionamento da justiça, somos nós os responsáveis pelos absurdos e pelos crimes que estão cometendo contra toda a nossa população. Somos tão vítimas quanto cada campo-grandense que tem vivenciado o caos nos postos de saúde, sem médico, sem remédio e com os cancelamentos de programas reconhecidos pelo Ministério da Saúde que implantamos para dar resolutividade no atendimento aos pacientes. Tão vítimas quanto os representantes da cultura que após anos de espera por um orçamento digno estão vendo seu trabalho ser destruído e até artistas sendo presos. Atitudes abusivas e que fere de morte a nossa Constituição Federal. Vítima como os professores que são obrigados a se mobilizarem em greve para lutar por seus direitos. Vítima como as famílias que estão vendo seus filhos serem prejudicados por falta de aula, pois o gestor público que assumiu o cargo por vontade de 23 vereadores e por aqueles que estão por trás de tudo isso, são incapazes de fazer cumprir as leis, pois a única coisa que querem é o benefício de seu grupo político”, diz um trecho da nota. Ao finalizar, Bernal diz continuar firme nesta luta, para que a democracia exista na Capital e para que a força exista e se cumpra o poder, que é aquele que emana no povo. Tayná Biazus