20 de setembro de 2021
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SAÚDE

Implantação do Centro de Pesquisas da Fiocruz em MS volta a ser debatida

Conversa entre secretário de saúde de MS, governador e pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, está mais perto de sair do papel

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Através de uma conversa ontem (12.jan.2021) entre o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja;  o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, e a secretária-adjunta, Christine Maymone. e pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, está mais próximo de concretizar um centro regional de pesquisas Clínicas da Fiocruz.

Em 2011 a Fiocruz inaugurou seu primeiro escritório técnico no Estado, e o plano de ter um centro de pesquisas não é novidade. Ainda em 2007 foi aberto processo para implantação do Centro, que contou ainda com a doação de um terreno, por parte da prefeitura (à época comandada por Nelson Trad). Após 14 anos e enfrentando uma pandemia mundial, em que um polo de pesquisa pronto faria grande diferença, as partes entenderam ser o momento apropriado e buscam retomar a ação

Em nota, o Governador destacou a importância do trabalho da Fundação, classificando como excelente, inclusive no que se diz respeito à condução da atual pandemia. “Assumimos o compromisso de, em um trabalho conjunto com a Fiocruz, buscar a bancada federal e conversar com o relator-geral do Orçamento da União, Marcio Bittar, além de disponibilizar recursos do Estado de Mato Grosso do Sul porque entendemos que é muito importante a construção desse Centro de Pesquisas Clínicas", disse ele dando ênfase às pesquisas.

Membros pesquisadores da Fiocruz, Julio Henrique Rosa Croda e Rivaldo Venâncio da Cunha, deram destaque aos efeitos da presença de um Centro de Pesquisas. "Criará as condições materiais, toda uma infraestrutura necessária para que esse potencial que tem em Mato Grosso do Sul possa ser utilizado em larga escala", apontou Rivaldo.

Venâncio ainda cita o que pode ser feito com a inauguração do tão esperado centro. "Teremos projetos para testar novas vacinas, não somente Covid-19, novos kits para diagnósticos de várias doenças e todas as pesquisas necessárias para o desenvolvimento e incorporação de novas tecnologias, não somente para o sistema público de saúde, mas também para o privado”, pontua ele.

Uma instituição estratégica para a saúde, em relatório de balanço dos anos 2013 a 2016, a Fiocruz destacou que a unidade de Mato Grosso do Sul ficaria em terreno com cerca de 33 mil metros quadrados. Já na época a cooperação para pesquisa, serviços de referência e produção de insumos para a saúde eram destaques como demandas regionais a serem atendidas pela edificação do Centro de Pesquisa.

Hoje a cooperação volta a pautar essa obra, já que o centro deverá funcionar por parcerias com instituições locais para o desenvolvimento de pesquisas clínicas. O custo estimado do projeto é de R$ 20 milhões

Julio Croda aproveita e indica que, além de avançar cientificamente a instauração movimenta a economia pelo setor farmacêutico. “Esse investimento está sendo proporcionado pelo governador e pelo secretário de Saúde, Geraldo Resende, no desenvolvimento de diversas pesquisas aplicáveis. O Centro vai gerar produtos que vão retornar para a sociedade. Essa parceria entre gestor, cientistas e instituições de pesquisa geram frutos também no desenvolvimento econômico”, finaliza.