17 de junho de 2024
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Olarte ameaça professores e só negocia pagamento com fim da greve

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O presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Gonçalves, disse na tarde de hoje que o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP) enviou um ofício para o sindicato alegando que só volta a negociar com os professores se a categoria retomar as aulas.

Geraldo afirmou que os professores devem se reunir em assembleia geral amanhã, às 9h na ACP para discutir a atitude do prefeito. “Ele disse que só volta a negociar com a categoria se os professores voltarem a dar aula. Caso isso não aconteça, ele disse que não vai mais tentar negociar. Nós vamos decidir isso amanhã em assembleia geral na ACP”, explica o presidente. A atitude de Olarte desagradou os professores que se sentiram ameaçados pelo prefeito com exigência do fim greve. Os educadores, segundo Geraldo, se revoltaram ao saber que Olarte tenta coagir a categoria a encerrar a greve, que é um direito constitucional de todo trabalhador brasileiro.

Os professores estão em greve desde o dia seis de novembro e solicitam a integralização do salário dos professores, que deveria ter acontecido em outubro e até o momento o prefeito não deu o aumento devido aos professores, que é 8,46%.

Segundo presidente, 66% das escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino) estão com suas atividades paralisadas, incluindo Ceinfs (Centro de Educação Infantil). Ao todo são 53 escolas da Reme com atividades totalmente paralisadas, o que representa 56% do total de unidade, mais cinco escolas com paralisação parcial, ou seja, em apenas um turno, o que representa 5% das escolas municipais, e quatro Ceinfs completamente paralisados, o que representa 5% do total de unidades. Somados, o percentual de escolas com atividades paralisadas integralmente e parcialmente é de 66%.

A primeira proposta que Olarte fez a categoria era pagar o retroativo até o dia 30 de novembro, caso a empresa Águas Guariroba antecipasse o pagamento da outorga de R$ 30 milhões à prefeitura.  Como a categoria recusou a proposta, alegando que nada estava garantido, já que a empresa não se comprometeu antecipar a outorga, Olarte propôs fazer o pagamento aos trabalhadores em sete vezes e essa proposta também foi rejeitada pela categoria.

Dessa forma, o prefeito enviou outra proposta de fazer o pagamento em quatro vezes, mas os trabalhadores não aceitaram. A última proposta de Gilmar à categoria seria de fazer o pagamento em duas vezes, mas os professores resistiram e pedem o cumprimento da lei 5.189/2013, aprovada em 2013, que determina que a partir de outubro deste ano os professores deveriam receber o valor R$ 1697,37 por 20 horas de trabalho semanais.

Diante disso, o presidente ressalta que o prefeito não está valorizando os professores e se nega a cumprir a lei. “Os professores devem ser valorizados e o prefeito não está fazendo isso, ele está se negando a cumprir a lei”.

Dany Nascimento