13 de junho de 2024
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Para conter críticas, Olarte volta atrás e mantém horário integral dos Ceinfs da Capital

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Depois de ter sido amplamente criticado pela população, pelos vereadores de Campo Grande e de ter sido exposto no noticiário de veiculação nacional Bom Dia Brasil pela gravidade de sua decisão de reduzir em quatro horas o tempo de permanências de 1160 alunos dos Ceinfs (Centro de Educação Infantil) da Capital, o prefeito Gilmar Olarte (PP) voltou atrás e hoje em discurso durante agenda pública no início da manhã afirmou que não haverá mais redução de horário.

"Não vai haver meio período coisa nenhuma, e vou fazer mais. Vou solicitar à secretária de educação Angela Brito que faça um escalonamento com funcionários dos Ceinfs para que os pais tenham mais uma hora no final do dia para buscar seus filhos. E as novas vagas serão abertas ano que vem com novas unidades", disse Olarte.

Questionado pela imprensa sobre o motivo que o levou a mudar de ideia, Olarte negou a informação dizendo que nunca foi divulgado que o horário dos Ceinfs seria alterado, e sobre a entrevista da secretária de educação veiculada na imprensa, o prefeito acusou repórteres de indução. "Da minha boca nunca saiu nada disso de reduzi horários e essas entrevistas a secretária foi induzida a falar isso", disse Olarte

No entanto, ontem Olarte admitiu o problema e disse que resolveria. A informação foi publicada no site oficial de notícias do município no dia seis de dezembro às 7h. O texto anuncia que 1160 alunos de 58 Ceinfs da Capital passariam a estudar apenas cinco horas e não oito, numa tentativa de aumentar número de vagas.

A redução de oito para cinco horas foi publicada no site da prefeitura na última segunda-feira e desde então tem provocado críticas severas à gestão de Olarte. Ontem, a vereadora Carla Stephanini (PMDB) lamentou o ato de retrocesso até porque o município está descumprindo a lei federal que prevê que todas as escolas sejam de tempo integral. O vereador Chiquinho Telles (PSD) considerou o ato uma "ideia de girico", e a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) avaliou a ação de Olarte como desrespeito aos direitos das crianças. Muitas mães já se preocupavam com risco de perder emprego por não ter com quem deixar seus filhos para poder trabalhar, e criticaram o prefeito acusando-o de gerar desemprego.

O caso tomou proporções tão grandes que chegou a ser noticiado no programa Bom dia Brasil de ontem, quando Campo Grande foi citada com uma das cidades do país com graves problemas na educação infantil. Hoje, depois de tantas repercussões negativas, o prefeito, tomado por consciência, ou simplesmente, para evitar nova crise, voltou atrás. Resta saber se ele irá cumprir com nova promessa de dar aos pais mais uma hora para pegar seus filhos, que até então, permanecem nos Ceifns das 7h às 17h.

* Matéria editada às 10h34 para acréscimo de informações

Heloísa Lazarini e Tayná Biazus