17 de junho de 2024
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Professores protestam contra "inimigo da educação" depois de saber de acusações de Olarte

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O vídeo em que o prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (PP) acusa vereadores e professores de armarem greve para desgastá-lo politicamente causou revolta e indignação tanto dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) quanto dos parlamentares.

Depois de dizer que Geraldo Gonçalves, presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação), não quis negociar com ele e, junto com os vereadores da Capital, forçou os professores a entrar em greve para desgastá-lo politicamente, Olarte ganhou a ira dos educadores que, perplexos, assistiram ao vídeo hoje pela manhã na sede da ACP.

Para o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, as declarações de Olarte foram desnecessárias e covardes. "Ele está tentando jogar a sociedade contra os professores. Se ele se diz preocupado com interrupção das aulas, imagina nós?. Esse vídeo e essas declarações são totalmente desnecessários", afirma.

Geraldo defendeu os vereadores, que, segundo ele, estão cumprindo seu papel de zelar pela garantia dos direitos dos professores e cobra do prefeito explicação sobre o paradeiro dos recursos da prefeitura. "Vamos entrar na justiça com uma ação civil pública para que o prefeito explique onde foi parar o dinheiro da prefeitura", afirmou Geraldo.

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) está acompanhando os professores, mas não quis comentar o vídeo. Kemp declarou apoio aos professores e anunciou que a Assembleia Legislativa está aberta a recebê-los. "Sou a favor do movimento porque existe uma lei aprovada, e não existe a menor possibilidade de o prefeito querer fazer a lei se tornar inconstitucional. Lamento esta situação porque a prefeitura de Campo Grande sempre foi superavitária e hoje está deficitária. Obras paradas, taxas altíssimas de impostos. Não sei onde vamos desse jeito. Ele tem que dizer onde gastou e explicar sua falta de planejamento."

Os professores neste momento se dirigem para prefeitura municipal, onde pretendem dar um abraço coletivo em torno do Paço e tentar mais uma vez conversar com Olarte. Pelo caminho, os educadores carregam diversas faixas sobre Olarte. Algumas bem humoradas, outras nem tanto. Muitos dos professores usam o microfone para manifestar sua indignação. "Quem não cumpre lei é bandido, e bandido deve ser preso", dizem.

Heloísa Lazarini e Tayná Biazus