23 de junho de 2021
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Revellion em Campo Grande é cancelado por gestão municipal

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A tradicional festa de ano novo, que acontece na Avenida Fernando Corrêa da Costa, não acontecerá este ano. Os vereadores aproveitaram a sessão de hoje, para mais uma vez, criticar a Fundac (Fundação de Cultura), que tem como diretora a ex-vereadora Juliana Zorzo  e o executivo municipal,  do prefeito Gilmar Olarte (PP), que não está valorizando o setor Capital.

O vereador Chiquinho Telles, presidente da Comissão de Cultura na  Casa de Leis, não amenizou e teceu críticas aos responsáveis. “Quantas pessoas que trabalham vendendo bebidas ou comidas nesse dia,  que tiram o sustento dessa festa, não vão poder trabalhar este ano”, lamentou.

Já o vereador Eduardo Romero foi além, e deixou claro a todos que somente os eventos que são convenientes ao prefeito e a Fundac são realizados, mesmo que o MPE (Ministério Público Estadual) tenha feito atribuições à gestão municipal, orientando como proceder.

“Para os eventos que beneficiam o seguimento privilegiado da administração, para esse tipo de evento há recursos, para esse tipo de evento não falta planejamento”, disse Romero.

Uma sugestão foi feita pela vereadora Luiza Ribeiro (PPS), para que Zorzo seja substituída e uma pessoa mais capaz e articulada fique à frente da Fundação. “A festa é valorizada na sociedade, é  um momento de confraternização, não é possível esse tratamento com a cultura, lamentável, mais essa decepção”.

A reportagem do site MS Notícias entrou em contato com Juliana Zorzo, para esclarecer a situação, porém, em vão. Juliana se mostrou bastante nervosa e sem conhecimento da situação da cultura hoje, respondendo grosseiramente que não há recursos para realizar a festa e o show.

Além disso, disse ainda que já existe a Cidade do Natal, com um número bastante grande de shows. Ao ser questionada para fazer um paralelo entre os altos valores utilizados na iluminação natalina, tanto no Altos da Afonso Pena, quanto no restante da área central, e a festa de Ano Novo,  mais uma vez, em voz alterada, a resposta foi que não houve gastos, já que houve parcerias com empresas privadas.

Tayná Biazus