24 de junho de 2021
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André garante que dinheiro não será o problema de Reinaldo e oferece "assessoria grátis" a tucano

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O governador André Puccinelli (PMDB) acalmou os ânimos da imprensa e do governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) que temiam o início de 2015 de restrições econômicas e cortes devido ao aumento de gastos do governo do Estado.

Segundo André, nenhum dos empréstimos contraídos em sua gestão começarão a ser pagos em 2015, e sim em 2016. "O que já estou pagando são os juros, que ele (Reinaldo) continuará pagando, já avisei isso durante a reunião com equipe de transição. O pagamento dos empréstimos começa apenas em 2016", explica.

Para o governador não haverá dificuldade em honrar os pagamentos de empréstimos e a nova folha dos servidores estaduais cujos reajustes salariais foram aprovados este ano pela Assembleia Legislativa. André voltou a reafirmar que ao contrário do que imagina a equipe de transição de Reinaldo, o Estado não gastará mais de R$ 5 milhões mensais com nova folha. Reinaldo havia dito à imprensa semana passada que cálculos de sua equipe mostravam aumento de até R$ 20 milhões.

"Esse aumento é perfeitamente pagável. Hoje, estive na Sefaz e vou deixar um dinheirinho um pouquinho mais graúdo em conta. Portanto dá para tocar tudo com tranquilidade. Se ele tiver competência, se não tiver, me chame que eu como cidadão comum sem receber salário auxiliarei meu Estado", disse André.

Outro ponto polêmico entre as gestões de André e Reinaldo são os funcionários comissionados. Reinaldo desde que eleito anunciou corte, segundo informações da equipe de transição tucana, este corte pode chegar até a 70% dos comissionados. Para o atual governador, este número é impraticável. "Hoje temos 2835 cargos abertos e 2211 nomeados dezembro deste ano quando faremos um levantamento sobre número de comissionados, e 624 cargos vagos. Se por acaso foram retirados 70% de 2211 sobra 800 com isso ele não consegue nem tocar o município de Campo Grande", afirma.

O governador ainda de bom humor, anunciou que irá entregar toda documentação referente às finanças do Estado à imprensa para que ela seja fiscalizadora das ações do próximo governo.

Heloísa Lazarini e Tayná Biazus