29 de setembro de 2020
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Antonio Russo pode voltar ao Senado e causar mudanças no cenário político de Mato Grosso do Sul

O cenário político sul-matogrossense está prestes a sofrer reviravolta com o retorno do senador Antonio Russo (PR) à Brasília. Russo se licenciou do Senado em janeiro deste ano depois de sofrer um AVE (Acidente Vascular Encefálico), em julho de 2012, e deixou sua vaga para o senador Ruben Figueiró (PSDB), suplente da senador Marisa Serrano que renunciou ao cargo.

Com o retorno de Russo, que é ligado ao PMDB, o espaço conquistado por Figueiró no Senado será esvaziado e com isso, o primeiro prejudicado com a perda de respaldo e apoio político, será o deputado federal Reinaldo Azambuja, também tucano.

E é justamente por isso que, segundo fontes próximas a Russo, a cúpula estadual do PMDB tem tentado de todas as formas trazê-lo de volta à ativa para, mesmo de forma indireta, enfraquecer a pré- candidatura de Reinaldo seja ao Senado ou ao governo do Estado, uma vez que ele perderá um grade articulador de sua candidatura em Brasília, o senador Ruben Figueró.

Outro golpe no projeto eleitoral tucano, com Figueiró fora de cena, é a perda de mais um importante nome entre o eleitorado estadual, pois Figueiró tem conquistado a simpatia dos sul-matogrossenses devido a seus projetos e reivindicações em nome do Estado, e isso tudo pesa na contagem de votos.

O presidente do PSDB no Estado, deputado estadual Marcio Monteiro, nega que a volta de Russo vá abalar as estruturas tucanas e afirma não estar surpreso com a novidade. “Não vejo a volta do senador Antonio Russo como uma articulação política. Nós sempre entendemos claramente que a vaga é dele. Não acredito que isso seja retaliação, e sempre torcemos pela reabilitação do senador”, afirma Marcio.

Fato é que um parceiro a menos para Reinaldo em Brasília favorece o PMDB e servirá para garantir a vaga de Simone ou de André no Senado, e com time enfraquecido, o PSDB terá mais dificuldades em garantir a vitória de Reinaldo, seja em chapa pura ou na companhia do senador petista Delcídio do Amaral.

Heloísa Lazarini