19 de maio de 2024
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ELEIÇÕES 2022

Após 10 anos de rompimento, Marina Silva sela as pazes com Lula

Interessa a Marina, a política de desenvolvimento sustentável que está no plano de governo Lula

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Lula (PT) selou as pazes com a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). O petista revelou em suas redes sociais no domingo (11.set.22), o encontro entre os dois e o apoio da ambientalista ao ex-presidente. Eles colocaram fim a uma briga de uma década para combater as políticas de destruição do meio ambiente do governo de Jair Bolsonaro (PL).

 

Marina estava resistente em somar com o PT, entretanto, nesta segunda-feira (12.set.22) deve anunciar o compromisso com a campanha de Lula. Com a formalização do acordo, a expectativa da Rede — partido fundado por Marina — é aumentar o número de parlamentares no Congresso com "puxadores de voto".

Nacionalmente, a integração da Rede à coligação em torno de Lula foi iniciativa do senador Randolfe Rodrigues (Rede), um dos coordenadores da campanha do petista. 

A entrevista de Lula e Marina à imprensa será às 11 horas desta segunda, em São Paulo. Às 20 horas, o ex-presidente será sabatinado na CNN Brasil.

Interessa a Marina a política de desenvolvimento sustentável que está no plano de governo Lula. As propostas incluem tolerância zero ao garimpo, reformulação dos negócios na floresta, incentivo a indústrias mais compatíveis, como a farmacêutica ou de comércio e a criação do chamado "crédito verde" — incentivo fiscal a empresas que atendam a regras ambientais instituídas. O PT também prestigiou a Rede e o PSOL com a formação da política ambiental e de desenvolvimento sustentável no plano de governo. 

Se soma também a compatibilidade de desejos em reparar danos ambientais provocados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Marina assumiu o Ministério do Meio Ambiente em 2003, no primeiro mandato de Lula, e se manteve no cargo até 2008, quando saiu e alegou que os temas de sua pasta não eram prioridade no governo petista. Ela assumiu então uma vaga no Senado e, em 2010, começou a concorrer à Presidência.