21 de abril de 2021
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Após prisão, André Esteves renuncia presidência do BTG

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O banqueiro André Esteves, preso desde 25 de novembro pela Polícia Federal, renunciou ao cargo de presidente do BTG Pactual e presidente do Conselho Administrativo do banco.

Esteves teve prisão temporária convertida em preventiva pelo ministro Teori Zavaski, portanto, não há data definida para que banqueiro seja solto. Ele está preso no Presídio da Papuda no Rio de Janeiro.

Quem assume presidência do Conselho Administrativo do BTG é Pérsio Arida, sócio fundador do banco, que já vinha atuando como presidente interino desde prisão de Esteves. 

Já a gestão da instituição ficará a cargo dos vice-presidentes Roberto Salloute e Marcelo Kalim.

Esteves é suspeito de tentar barrar investigação Lava Jato, e, juntamente com senador Delcídio do Amaral (PT), tentar comprar silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. Em depoimento, o banqueiro admitiu que se encontrou cinco vezes com senador Delcídio este ano, porém, disse que encontros eram para discutir medidas econômicas de interesse do governo.

O pedido de conversão da prisão temporária para preventiva feito pela PGR (Procuradoria Geral da República) se baseou em documentos apreendidos na casa do assessor do senador Delcídio, Diogo Ferreira, que trazem informação de que pagamento de R$ 45 milhões ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) para aprovação da Medida Provisória 608/2013 que beneficia banco BTG Pactual. Cunha, em entrevista à imprensa, negou ''veementemente informação''.

Outra denúncia acerca de André Esteves é sobre aquisição de ativos da Petrobras na África, comprados pelo BTG por valor inferior. A operação é investigada pelo Tribunal de Contas da União. BTG também teria feito negócios com empresas de filhos do pecuarista José Carlos Bumlai, preso desde semana passada pela Polícia Federal. 

Documentos apontam que BTG comprou por R$ 195 milhões uma fazenda dos filhos de Bumlai e que em 2012 foi feito empréstimo pelos filhos do pecuarista no banco para reestruturar fazenda que no ano seguinte foi alvo de falência.