29 de novembro de 2020
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Bernal afirma que filho de desembargador é funcionário da prefeitura desde 2007

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), rebateu as insinuações feitas pelos vereadores peemedebistas Mario Cesar e Edil Albuquerque de que o desembargador João Batista da Costa Marques, vice-presidente do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), teria dado parecer favorável à suspensão do processo de cassação do chefe do executivo por interesses pessoais.

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Segundo Bernal, a cópia do diário oficial de Campo Grande apresentada pelos vereadores à imprensa mostrando a contratação do arquiteto Rubens Moraes da Costa Marques, filho do desembargador, como funcionário comissionado na Fundac (Fundação Municipal de Cultura) em setembro de 2013 trata-se apenas uma reconvocação anual do funcionário devido a sua capacidade técnica, que atua como chefe da divisão do patrimônio cultural do município desde 2007, ou seja, ainda na administração do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB).

De acordo com nota divulgada pela assessoria do prefeito, a nomeação apresentada pelos vereadores, extraída do Diário Oficial de 18 de setembro deste ano foi para que Rubens passasse a ocupar voluntariamente cargo no Fundo Municipal de Cultura.

“É um absurdo ter coragem de usar o filho do João Batista como argumento para derrubar a liminar. É um insulto a inteligência do Tribunal de Justiça, da imprensa e de Campo Grande”, declarou. O prefeito argumenta que os vereadores não aceitam o fato do poder judiciário ter dado duas decisões favoráveis a ele graças a uma “defesa com fatos e provas válidos”.

Diana Christie e Heloísa Lazarini