14 de junho de 2024
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ELEIÇÕES 2022

Bolsonaristas engrossam violência a 20 dias das eleições

Violências físicas, psicológicas e ataques com uso de contéudos falsos nas redes são expandidos nesta reta final para o dia das eleições

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Faltam 20 dias para o dia 2 de outubro, 1º turno das eleições 2022, e os bolsonaristas, grupo que apoia o presidente Jair Bolsonaro (PL), engrossaram a violência neste final de semana. 

Na sexta-feira (9.set.22), o bolsonarista Rafael Silva de Oliveira, de 24 anos, foi preso na cidade de Confresa (MT) após assassinar a facadas e a machadadas o lulista Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos, durante uma discussão sobre política. Mostramos esse caso aqui no MS Notícias

O bolsonarista tem passagem pela polícia por tentativa de latrocínio e estelionato. Além de matar o adversário político, o bolsonarista filmou o crime para divulgar nas redes de ódio que apoiam Bolsonaro.  

Também neste final de semana, candidatos à presidência foram alvos dos grupos de extrema-direira.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) prestou queixa à polícia gaúcha no sábado (10.set.22) após uma tentativa de agressão durante um ato de campanha em Porto Alegre. O suspeito, identificado como Lisandro Vargas Vila Nova, aproximou-se de Ciro para tirar uma selfie e gritou “Bolsonaro”, começando uma troca de empurrões com assessores. Inicialmente, a equipe do PDT disse que Vila Nova estava armado, mas depois corrigiu-se, dizendo que ele “afirmava estar armado”. O bolsonarista foi detido pelos agentes federais que fazem a segurança do candidato, prestou depoimento e foi liberado.

Também viralizou neste fim de semana um vídeo em que o empresário Cassio Cenali, que distribuía marmitas em um bairro carente de Itapeva (SP), diz que uma mulher não receberia mais a ajuda por ela dizer que votaria no ex-presidente Lula (PT). “Lula? Então ‘tá’ bom, ela é Lula, a partir de hoje não tem mais marmita. É a última marmita que vem aqui. A senhora peça para o Lula agora, beleza?”, disse Cenali. Veja esse vídeo: 

 

 

 

O caso provocou revolta nas redes sociais. No Twitter, o apresentador Luciano Huck escreveu que “fome não tem ideologia” e pediu ajuda para localizar a mulher para oferecer ajuda. Diante da repercussão negativa, Cenali gravou um vídeo se dizendo arrependido... por ter gravado o vídeo. Veja o vídeo em que o bolsonarista se diz arrependido: 

Não há informações sobre onde o vídeo foi originalmente publicado, mas ele foi reproduzido na conta de Twitter dos Jornalistas Livres e repercutiu nas redes sociais. Esse tipo de violência, psicológica, praticada pelo empresário é bastante comum nas redes bolsonaristas.  

Múltiplas personalidades políticas e do campo artístico, como o deputado federal André Janones (AVANTE), a cantora Pabllo Vittar e o candidato à, presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestaram solidariedade à mulher presente no vídeo. Lula, em seu Twitter, destacou o descaso governamental com a fome no Brasil e ainda colocou que “negar ajuda para alguém que passa dificuldades por divergência política é falta de humanidade”.

Além das violências diretas, o gabinete do ódio, rede que produz vídeos, imagens e posts fakes para a campanha bolsonarista, passou a inundar as redes sociais com centenas de milhares de vídeos manipulados, retirados de contexto e em grande parte conteúdo falso. A aposta dos bolsonaristas nesta reta final é de conquistar votos por meio do uso da fake news, mesmo mecanismo usado nas eleições de 2018.