16 de agosto de 2022
Campo Grande 33º 23º

ELEIÇÕES 2022

Chamado de pilantra, Deltan Dellagnol diz que votará em Bolsonaro

Mandatário já disse que Deltan Dallagnol fez 'pilantragem' na Lava Jato

A- A+

O ex-procurador da República Deltan Dellagnol (da Lava Jato), publicou em sua página no Facebook, nesta segunda-feira (27.jun.22) um vídeo dizendo que apoiará a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) em um eventual 2º turno contra o ex-presidente Lula.

“Por mais que eu não goste de muitas atitudes do atual governo, simplesmente não há nada pior e mais ameaçador para o futuro do Brasil do que o PT e o ex-presidente Lula voltarem para a cena do crime”, disse em resposta a um seguidor.

Em março, Dallagnol foi condenado pela 4ª turma do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) a indenizar Lula em mais de R$ 100 mil por danos morais no caso da apresentação mentirosa e delirante em Power Point de um gráfico incriminando o ex-presidente em 2016 (foto).

O ex-procurador é hoje pré-candidato a deputado federal pelo Podemos no estado do Paraná. Jair Bolsonaro disse em dezembro de 2021. “Se eu tivesse audiência com ele [Deltan Dellagnol], com toda certeza não ia indicar a PGR. Mas iria sair uma história pronta. Como faziam por ocasião de alguns depoimentos por ocasião da Lava Jato”, disparou Bolsonaro, apontando a fraude nas delações premiadas da finada força-tarefa de Curitiba.

Bolsonaro disse que Deltan Dallagnol fez “pilantragem” na Lava Jato e será bastante cobrado nas eleições, inclusive o ex-juiz suspeito Sergio Moro (Podemos), que na época se dizia candidato, entretanto foi rifado pelos partidos e acabou infrigindo a legislação eleitoral, perdendo a oportunidade de disputar em 2022.  

Dallagnol também pode ter a candidatura cassada devido a um processo disciplinar no TCU referente ao período em que trabalhou na Operação Lava Jato.

Foi tanta a lambança na Lava Jato que em 2021, o Supremo Tribunal Federal aplicou um revés a Dallagnol com a anulação de condenações de Lula (inclusive no processo do triplex) e o reconhecimento da suspeição de seu aliado Sergio Moro (Podemos).