02 de maro de 2021
Campo Grande 33º 21º

Delcídio deve ser notificado por Conselho de Ética do Senado nesta segunda

Senador Delcídio do Amaral (PT) deve receber notificação do Conselho de Ética do Senado nesta segunda-feira (21), sobre processo que investiga quebra de decoro parlamentar, segundo  presidente do colegiado, senador João Alberto Souza (PMDB/MA). 

De acordo com senador, ainda não há previsão de horário ou de como documento será entregue ao parlamentar, foi transferido da sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, na última sexta-feira (18) para o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal (PM/DF). Delcídio está preso desde o dia 25 de dezembro. A entrega do documento é fundamental para que o processo comece a andar. Com a notificação, começa a contar o prazo de dez dias úteis para que Delcídio apresente defesa prévia.

Como o Congresso entra em recesso a partir do dia 23, os argumentos do senador poderão ser entregues apenas em 2016. O Parlamento retoma os trabalhos em 1º de fevereiro, mas volta a paralisar as atividades uma semana depois, durante o carnaval. Com esse calendário, o prazo para Delcídio só terminará em 15 de fevereiro.

A partir da entrega da defesa, o relator do caso, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) terá mais cinco dias úteis para formular um parecer indicando a continuidade ou não do processo de investigação. A decisão será submetida à votação do colegiado. A representação contra Delcídio foi apresentada no último dia 1º pelos partidos de oposição Rede Sustentabilidade e o PPS, com o apoio do PSDB e DEM.


Delcídio do Amaral  foi preso pela Polícia Federal  após autorização do ministro-relator  da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavaski, ao atribuir ao senador  a tentativa de obstruir investigações.  Em gravação entregue por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, à Procuradoria-Geral da Republica , petista aparece oferecendo pagamento de R$ 50 mil por mês à família e um plano de fuga para que o ex-diretor não firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público.