13 de abril de 2021
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Delcídio recebe 'solidariedade' de políticos de MS na prisão

Esta semana o senador Delcídio do Amaral (PT), preso desde o dia 25 de novembro pela Polícia Federal, por eventual tentativa de atrapalhar investigações da Operação Lava Jato, recebeu visita “solidária” de políticos de Mato Grosso do Sul.  Na oportunidade, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) disse que o encontro foi rápido. “Fui visitar o homem Delcídio. Fomos prestar nossa solidariedade, e dizer o quanto ele foi importante para Mato Grosso do Sul. Fui junto com Biffi, Vander e Zeca na quarta-feira”, afirma o pedetista.

O correligionário Zeca do PT informou que não houve tratativas sobre a continuidade ou não do senador na sigla. Segundo deputado, o momento não foi oportuno. “Tivemos um conversa rápida. Sei o que Delcídio está passando, fui alvo de muitas acusações pelo MPE. Sei o quanto a família sofre”, lembra.

Nesta quinta-feira (3), advogados do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para revogar a decisão da Corte que determinou prisão do petista. Conforme assessor de Delcídio do Amaral Eduardo Marzagão, a decisão deve sair na próxima terça-feira (8). Conforme Marzagão, o pedido de revogação da prisão foi protocolado em segredo de Justiça. 

A prisão de Delcídio ocorreu, após senador ter sido ouvido em uma gravação em conversa com o advogado e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, em que prometeu conversar com ministros do STF para libertar o ex-diretor e sugeriu plano de fuga para a Espanha passando pelo Paraguai. A prisão preventiva de Delcídio, sem prazo definido para terminar - teve aceitação unânime pelos ministros da Segunda Turma do STF,  integrada por Teori Zavascki (relator do caso), Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Celso de Mello e Dias Toffoli.

Afastamento

Bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado Federal divulgou nota nesta sexta-feira (4) recomendando à Comissão Executiva Nacional da legenda, em reunião ocorrida em São Paulo, suspensão provisória de Delcídio da sigla, “tendo em conta a gravidade dos fatos que redundaram na prisão do senador”.

Na nota, petistas recomendam ainda que seja aberto um processo para investigar o senador em comissão de ética "cabível". Nesses casos, parlamentares são investigados por uma comissão do partido no estado de origem, no caso de Delcídio, Mato Grosso do Sul. No entanto, diante da gravidade das denúncias, há quem defenda – no âmbito do PT – que o caso vá para a comissão da Executiva Nacional.