28 de novembro de 2021
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Denúncia feita por Jamal contra Bernal não passou de "conversa de populares"

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O vereador Jamal Salem prestou depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por quase 1 hora e 30 minutos, e admitiu que não tem provas da denúncia feita por ele sobre suposta tentativa do prefeito Alcides Bernal (PP) de comprar vereadores para evitar cassação em março de 2014.

Segundo informou Gaeco, Jamal admitiu, em depoimento, que não tem provas da compra de votos e disse ouviu dizer de populares que Bernal teria oferecido entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão aos vereadores Luiza Ribeiro (PPS), Paulo Pedra (PDT), atual secretário de governo, Alex do PT, Airton Araújo, Zeca do PT, Cazuza (PP), para que eles votassem contra cassação.

?Ao chegar na sede do Gaeco, na manhã desta segunda-feira (26), Jamal segurava um envelope e disse que embora não tivesse provas, teria novas informações para acrescentar à Operação Coffee Break, que apura se houve esquema de compra de votos de vereadores por parte do prefeito afastado Gilmar Olarte e grupo de empresários para cassar Bernal em 2014, porém, conforme Gaeco, o vereador não apresentou nenhuma novidade.

Diante da denúncia não confirmada feita por Jamal, o Gaeco afirmou que os vereadores que votaram contra cassação assim como Bernal não precisão mais entregar aparelhos celulares, e a investigação que integra Operação Coffee Break segue andamento normal.

Jamal, entretanto, reiterou, em entrevista à imprensa, que se considera vítima de um fogo cruzado, e disse até que se arrepende de ter assumido Secretaria Municipal de saúde na gestão de Olarte. “Saúde é bucha”, disse o vereador, que também é médico.