27 de setembro de 2021
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Disputa por prefeituras atrai nove dos 24 deputados estaduais

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Marquinhos Trad (PMDB), Mara Caseiro e Márcio Fernandes (PTdoB), Beto Pereira e Felipe Orro (PDT), Amarildo Cruz e Pedro Kemp (PT), Ângelo Guerreiro (PSDB) e José Carlos Barbosinha (PSB) formam, hoje, o time dos nove deputados estaduais que declaradamente assumem o propósito de concorrer às prefeituras nas eleições municipais do próximo ano. Esse grupo poderia ser bem maior se grande parte dos outros 15 eleitos em 2014 não tivesse desistido.

A Prefeitura de Campo Grande é a que mais estimula pré-candidaturas no Palácio Guaicurus, sede do Poder Legislativo. Além dos parlamentares que se elegeram com domicílio eleitoral em Campo Grande - casos de Amarildo, Kemp, Fernandes e Marquinhos -, a Capital está na mira dos “estrangeiros”, como estão sendo chamados os deputados que transferiram residência para cumprir uma das exigências ao registro de candidaturas. Mara, Beto e Orro estão nesse bloco.

Hoje, Amarildo Cruz e Mara confirmaram o interesse em disputar prefeitura da Capital. A deputada era moradora de Eldorado, município que governou duas vezes, e fez sua mudança de domicílio eleitoral para Campo Grande no dia 2 de outubro, a data-limite para procedimento. Mara disputará com o colega Márcio Fernandes a preferência do PTdoB para liderar a chapa majoritária.

Amarildo informou que oficializará ao diretório sua vontade de concorrer à indicação do partido. Ele e Kemp são os únicos petistas da Assembleia determinados a entrar no embate sucessório. No PDT, é dada como inevitável a desfiliação de Beto Pereira. Ele confirma ser pré-candidato e aguarda a “hora certa” de mudar de sigla. Felipe Orro já encomendou pesquisas e está em campo procurando viabilizar seu projeto.


Para Marquinhos as chances de tornar exequível sua candidatura ainda dependem da opção partidária. No PMDB, por causa das arestas com o segmento fiel ao ex-governador André Puccinelli, ele desconfia que não contará com a unidade total e teme boicotes a sua candidatura. A saída lógica seria aproveitar a “janela” da reforma eleitoral para trocar de legenda, mas permanecerá no PMDB até o último dia do prazo de transferência, em abril.

Em Dourados, três deputados ensaiaram pré-candidaturas a prefeito. Zé Teixeira abriu mão e já estaria comprometido com a candidatura de Barbosinha. Por sua vez, Renato Pieretti Câmara também saiu desta cena para reforçar o projeto do PMDB de disputar a Prefeitura com o deputado federal Geraldo Resende. Vale observar que Barbosinha e Câmara seriam “estrangeiros” na política sucessória douradense, porque foram prefeitos, respectivamente, de Angélica e Ivinhema.

Ângelo Guerreiro é o pré-candidato consolidado do PSDB em Três Lagoas. E não terá como adversário o colega peemedebista Eduardo Rocha, outro nome pinçado entre os possíveis rivais na disputa de 2016. Rocha não aceitou ser indicado pelo partido para concorrer à sucessão da prefeita e correligionária Márcia Moura.

Também já chegaram a figurar entre possíveis candidatos e não se fixaram nessa condição os deputados Grazielle Machado (PR), Professor Rinaldo (PSDB) e Antonieta Amorim (PMDB), de Campo Grande; e George Takimoto (PDT), de Dourados. Fora de tais especulações estão o presidente da Assembleia, deputado Júnior Mochi, que foi prefeito de Coxim duas vezes; Paulo Corrêa (PR), Lídio Lopes (PEN) e Maurício Picarelli (PMDB), de Campo Grande; Flávio Kayatt (PSDB), ex-prefeito de Ponta Porã; e Onevan de Matos (PSDB), ex-prefeito de Naviraí.