30 de setembro de 2020
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Edil rebate acusações de Bernal e afirma que prefeito quer desviar foco da Processante

O presidente da Comissão Processante, o vereador Edil Albuquerque (PMDB), rebateu as acusações feitas pelo prefeito de Campo grande Alcides Bernal (PP), sobre o suposto superfaturamento de 70% no aditivo contratual efetuado entre a prefeitura da Capital e a empresa de limpeza Total durante administração do ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB).

Edil se defendeu e afirmou que Bernal está apenas querendo desestabilizá-lo nesta semana definitiva em que ele, como presidente da Comissão Processante, lidera o grupo de vereadores que irá produzir o  relatório que pode levar Bernal à cassação.

“Depois de um ano, ele (Bernal) vem desqualificar as coisas. Não vou entrar nessa. Vou concluir o relatório, depois a gente conversa. Deixa ele continuar falando, não tenho nada. Ele fica criando factoide. Tudo pegadinha. Absurdo. Ele está querendo me tirar do sério para falar besteira. Tem um fórum maior que a palavra dele chamado Tribunal de Conta e Ministério Público”, declarou.

De acordo com prefeito, o contrato com a Total, que venceria em 1º de janeiro deste ano, subiria de R$ 7,282 milhões para R$ 11.875 milhões com o aditivo assinado pelo então vice-prefeito Edil Albuquerque, o que representa um aumento de 70%, valor superior ao teto máximo previsto por lei, que é de 25%.

Edil afirma que o prefeito pretende tirar o foco do objeto da Comissão Processante e que só poderá falar com clareza sobre a acusação depois de obter uma cópia do contrato. “Primeiro que eu não tenho o contrato em mãos. Se aumento (o valor) ocorreu, foi porque aumentou o raio de atuação (da Total). Não é do jeito que ele fala. Ele fala e não prova nada. Tem que comparar o contrato que está aí e o atual. Não vou mexer com isso."

O presidente da Comissão Processante ressaltou que Bernal tem muitos mais problemas para se preocupar ao invés de ficar fazendo acusações contra ele. "Vamos falar nas creches que ele tem que colocar no início do ano para que as mães possam deixar seus filhos para trabalhar. Não adianta ficar falando de contrato que a gente não tem na mão para se defender."

Diana Christie