17 de setembro de 2021
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CONGRESSO NACIONAL

Eleições da Câmara dos Deputados e Senado Federal acontecem ainda hoje

Secretas, as reuniões estão marcadas para começar às 14h no Senado e às 19 Câmara

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Essa semana o Congresso Nacional ganha nova configuração, através das eleições dos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Bianualmente são definidas novas mesas que comandarão as duas instituições por mais dois anos.

Em votação secreta, às 14h começa a reunião preparatória dos novos membros da Mesa do Senado. Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Lasier Martins (Podemos-RS), Major Olimpio (PSL-SP), Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Simone Tebet (MDB-MS) disputam a cadeira e aquele que vencer define a realização de uma segunda reunião preparatória para escolher dois vice-presidentes e quatro secretários, com seus respectivos suplentes.

Advogado e jornalista, Lasier Martins foi o último concorrente a ingressar na corrida. Atual 2º vice-presidente do Senado, ele se levantou contra a compra de votos nas "velhas práticas do toma lá, dá cá", como definiu, que classificou ainda como "imoral" e fator preponderante para tirar independência do Senado. É favorável à prisão em segunda instância.

Major Olimpo visa o apoio do grupo "Muda Senado" (formado em meados de 2019), defendendo que o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, tem se aproximado do PT, sendo favorável à candidatura de Rodrigo Pacheco. Apesar disso, referiu-se à disputa pela presidência como o jogo em que se entra sabendo que os adversários têm vantagens (cargos e emendas) e o juiz ao seu lado.

Já Rodrigo Pacheco chegou até aqui ao lançar um manifesto, comprometendo-se com a garantia da liberdade; democracia e estabilidades, política, social e econômicas, para todo o país. Mais jovem conselheiro federal, pelo Estado de Minas Gerais, ele defende ainda a pacificação da sociedade e a independência do Senado, além de revelar compromisso com a solução da crise sanitária causada pelo novo coronavírus.

Jorge Kajuru é outro que entra não como candidato, mas para delegar seu apoio político. Já adiantou que o lançamento da candidatura foi uma forma de "marcar posição" e pretende pronunciar-se no dia da eleição dizendo: "não sou candidato". Ele afirma que vai apoiar a candidatura de Simone Tebet.

Três-lagoense, a senadora sul-mato-grossense Simone Tebet terminou em 2020 seu mandato como a primeira mulher, em 193 anos, a presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. No final do mês de janeiro, a advogada e filha do ex-presidente do Senado Ramez Tebet, afirmou a independência de sua candidatura.

"Nos momentos mais difíceis da nossa história, o Senado Federal e o Congresso Nacional acharam a saída dentro das instituições, dentro da democracia e do estado democrático de direito e agora não vai ser diferente", disse.

CÂMARA

Com votação também secreta, e presencial, a eleição da Câmara dos Deputados está marcada para começar às 19. Vale ressaltar que, atualmente com oito candidatos, até às 17h esse número pode mudar na corrida pela gestão da Casa. Confira os Candidatos:

  • Alexandre Frota (PSDB-SP) Sem apoio de partidos
  • André Janones (Avante-MG) Sem apoio de partidos
  • Arthur Lira (PP-AL) (PSL, PP, PL, PSD, Republicanos, PSC, Avante, Patriota, PTB e Pros).
  • Baleia Rossi (MDB-SP) - Tem apoio de pelo menos dez partidos (PT, MDB, PSDB, PSB, PCdoB, Rede, PV, Solidariedade, Cidadania e PDT).
  • Fábio Ramalho (MDB-MG) - Candidatura avulsa, sem o apoio de partidos.
  • General Peternelli (PSL-SP) - Candidatura avulsa, sem o apoio de partidos.
  • Luiza Erundina (PSOL-SP) - Candidata do PSOL.
  • Marcel van Hattem (Novo-RS) - Candidato do Novo

Pelo chamado "centrão", Arthur Lira (PP-AL) aparece em evidência na disputa pelo apoio do atual presidente da República. Outro nome é Baleia Rossi (MDB-SP), candidato do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Cabe ao presidente da Câmara sozinho a autorização, ou não, para abertura do processo de impeachment de Jair Bolsonaro, assim como é dele o segundo lugar na linha de sucessão da Presidência da República.

Através do Palácio do Planalto houve uma busca de apoios para Lira, que é considerado "aliado" do atual presidente da República, que sinalizou a possível recriação de ministérios que acomodem os partidos que forem a favor de Arthur. Com isso, Rodrigo Maia afirmou que Bolsonaro e seu governo interferem de forma antidemocrática nessa eleição.