22 de maio de 2024
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Funcionário do setor de investigações da Caixa é achado morto ao lado da sede

Um dos alvos das investigações analisadas por Batista, o ex-presidente bolsonarista Pedro Guimarães, lamentou a morte

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O responsável por investigar denúncias internas, diretor de Controles Internos e Integridade da Caixa Econômica Federal, Sérgio Ricardo Faustino Batista, de 54 anos, foi encontrado morto nesta terça-feira (19.jul.2022) ao lado da sede do banco, em Brasília.

Em junho, o ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães foi acusado de assediar funcionárias do banco. Segundo o jornal Metrópoles, o caso já era investigado antes de vir a público. 

A Polícia Civil do Distrito Federal sustentou que Batista teria cometido suicídio. A vítima foi encontrada sem vida no lado externo do banco. A 5ª Delegacia de Polícia vai investigar o caso. Esse é o 2º suicídio de "personagens" envolvidos em investigações de bolsonaristas. Na semana passada, o responsável pelas câmeras onde um polcial bolsonarista matou um petista no Paraná também foi achado morto. Naquela ocasião, a polícia também indicou que foi 'suicídio'. 

O banco emitiu uma nota de pesar pelo falecimento do diretor e afirmou que contribuirá com as investigações para confirmar a causa de morte. A íntegra da nota.  

Sérgio Ricardo trabalhava no setor responsável por investigar acusações feitas internamente por meio dos canais do banco.

Em seu perfil no Instagram, um dos alvos das investigações analisadas por Batista, o ex-presidente bolsonarista Pedro Guimarães, lamentou a morte do funcionário, dizendo que trabalhou com Batista durante 3 anos e meio no banco e que ele era um funcionário “correto” e “humano”.

Batista era funcionário de carreira, entrou para o banco em 1989 e assumiu a diretoria de controles internos por processo seletivo em março de 2022. Antes disso, ele havia integrado a equipe que assessorava diretamente o gabinete de Pedro Guimarães.

Mostramos aqui no MS Notícias que Guimarães caiu do cargo após ser denunciado por assédio moral e sexual contra funcionários da Caixa. 

Segundo a publicação, ele agia inapropriadamente diante de funcionárias. Entre os episódios relatados estão toques íntimos não autorizados e convites incompatíveis com a situação de trabalho.