16 de abril de 2024
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ECONOMIA

Gerson Claro critica promessa populista para sanar déficit da previdência em MS

Com déficit estimado em R$ 12 bilhões, a previdência estadual exigirá aumento da contribuição patronal

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Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Gerson Claro, anunciou nesta 4ª.feira (27.mar), a criação de uma comissão para monitorar gastos da Previdência e defendendo uma medida proposta pelo governo, criticou o que chamou de promessas populistas.

"Não podemos iludir as pessoas com promessas milagrosas de solução. É preciso garantir receita para o pagamento das atuais pensões e aposentadorias e de quem precisar do benefício daqui a 30 anos”, disse Gerson. 

Com déficit estimado em R$ 12 bilhões, a previdência estadual exigirá aumento da contribuição patronal.

Para corrigir isso, o Governador Eduardo Riedel (PSDB), apresentará um projeto de benefício médico-social de R$ 300,00 para aposentados e pensionistas até o teto do INSS, que hoje é R$ 7.786,00.

O abono, que entra em vigor em abril, compensará parte do desconto de 14%.

Segundo o secretário de Administração, Frederico Felini, o abono vai gerar um custo mensal de R$ 3,2 milhões , beneficiando 11.130 aposentados e pensionistas, que representam 30% dos inativos. No caso por exemplo, de quem tem três salários-mínimos (R$ 4.236,00) que hoje recolhe R$ 593,00 para a Previdência, com o abono, vai ter uma compensação de quase 50 %.