25 de maio de 2024
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INTERNACIONAL

Justiça prende Steve Bannon, guru da extrema direita nos EUA

Lavou US$ 25 milhões doados para construir um muro na fronteira

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Steve Bannon, guru da extrema-direita e um dos principais estrategistas políticos do ex-presidente Donald Trump, foi preso nesta quinta-feira (8.set.22) em Nova York (EUA). 

Bannon era procurado por lavagem de dinheiro e conspiração. 

O processo é relacionado a supostas fraudes em doações destinadas à construção do muro na fronteira dos EUA com o México.

Ele liderou uma campanha privada de arrecadação de US$ 25 milhões para ajudar a construir o muro defendido por Trump.

O advogado Robert Costello disse que Bannon provavelmente se declarará inocente ao ser indiciado, o que deve acontecer ainda nesta quinta-feira. 

As novas acusações ocorrem mais de um ano e meio depois que Trump perdoou Bannon nas horas finais de seu mandato na Presidência, livrando-o de um caso de fraude federal. Os perdões presidenciais, porém, cobrem acusações federais e não proíbem processos estaduais. A nova acusação contra Bannon foi feita pelo promotor público de Manhattan, Alvin Bragg.

O ideólogo e os outros três acusados no caso — Brian Kolfage, Andrew Badolato e Timothy Shea — teriam "fraudado centenas de milhares de dólares dos doadores, capitalizando em cima de seu interesse em construir o muro na fronteira", escreveu na ocasião a procuradora federal Audrey Strauss.

Na terça-feira (6.set.22), Bannon qualificou as novas acusações como fruto de "nada mais do que um armamento político partidário do sistema de justiça criminal".

Em julho, um júri federal considerou Bannon culpado de desacato ao Congresso por desafiar uma intimação do comitê da Câmara que investigava o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. A sentença deverá ser proferida em outubro.

Os detalhes das acusações ainda estão sob sigilo, e a porta-voz da Promotoria de Manhattan, Danielle Filson, se recusou a comentar as investigações. Advogados da Procuradoria-geral nova-iorquina também participaram das investigações. Uma entrevista coletiva, contudo, está marcada para às 13h (14h, no Brasil).