29 de maio de 2024
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RADICAL DE EXTREMA DIREITA

Luciano Hang condena atos bolsonaristas e corteja Lula

Por meio de nota, Hang se dissocia de grupos radicais de extrema direita

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Ícone do bolsonarismo, o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito dos atos antidemocráticos por, inúmeras vezes, ter incentivado ações golpistas em prol de Jair Bolsonaro (PL), divulgou uma nota nesta 6ª.feira (6.jan.23), em que condena atos antidemocráticos e corteja o atual presidente Lula (PT). 

“Passadas as eleições, e para acabar com as fake news que vêm espalhadas nas redes sociais utilizando o meu nome, quero desejar ao novo governo que faça uma ótima administração. Torço pelo piloto, afinal de contas estamos todos no mesmo avião. Que possamos ter paz, harmonia, felicidade e muitos empregos para todos os brasileiros”, disse Hang em nota.

"Sempre torci e continuo torcendo pelo melhor para o Brasil e para os brasileiros. Estive na campanha em prol de um projeto a favor de um estado menor, com menos burocracias e mais empregos. Meu interesse nunca foi em ser político, mas lutar por uma causa que atenda a toda a população. Sempre disse que posso ter concorrentes de ideias, mas jamais inimigos pessoais", prossegue. 

Com isso, Hang tenta se dissociar dos atos golpistas promovidos por bolsonaristas.

O empresário está banido das redes sociais por ordem do STF. Hang ficou conhecido por ser grande divulgador de mentiras políticas para favorecer Bolsonaro, as chamadas "fakes news", termo cunhado pelo radical de extrema direita Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos da América (EUA).

Em suas  últimas aparições, Hang demonstra que já superou a derrota de Bolsonaro. Inclusive, deixou de lado o uso de um terno verde e amarelo que o acompanhava para onde ia. 

No dia 29 de novembro, às vésperas da posse de Lula, o empresário já dava sinais de que não mais seria uma voz dos bolsonaristas. Durante a campanha eleitoral, Hang havia prometido que se mudaria do Brasil caso Lula vencesse, numa tentativa fracassada de estimular os fanáticos contra o resultado das eleições.