22 de maio de 2024
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ELEIÇÕES 2022

Michelle e Damares tentam consertar estragos de fala de Bolsonaro

A primeira-dama nega que Bolsonaro tenha insinuado que as meninas se prostituíam

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A primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF) estão tentando conseguir uma vizita a líderes do projeto social visitado pelo marido, em que disse que "pintou um clima", com adolescentes de 14 e 15 anos de origem venezuelana.

Michelle esteve ontem (17.out), numa reunião na casa de um pastor evangélico no Lago Sul em Brasília (DF). Na ocasião, Michelle insistiu num encontro. Ela está tentando amenizar as falas do marido desde domingo, mas há uma resistência por parte das venezuelanas, que se sentiram ofendidas por Bolsonaro dizer que suas filhas eram prostitutas, apenas porque viu as meninas se arrumando num sábado de manhã quando aproveitava uma motociata com dinheiro público.  

A primeira-dama nega que Bolsonaro tenha insinuado que as meninas se prostituíam ao dizer que elas estavam “arrumadas para ganhar a vida”. Mais cedo, agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foram à casa onde funciona o projeto social para refugiados, na comunidade São Sebastião. Eles não explicaram o que estavam fazendo no local.

Logo que a crise estourou, ainda no sábado (15.out), horas após a participação de Bolsonaro no Podcast, Michelle partiu em defesa do marido afirmando que ele usa a expressão “pintou um clima”, geralmente associada a afinidade sexual ou romântica, com frequência e em diversas situações. Entretanto, nas 128 lives que realizou desde que assumiu o governo, sempre em tom informal, Bolsonaro jamais disse “pintou um clima” ou qualquer variação.

Joaquim Barbosa: “Dá pra ver que falta a essas duas senhoras o mínimo de pudor e de decência. Deveriam ter consciência do altíssimo grau de vulnerabilidade social dessas pessoas — em razão sobretudo da condição de imigrantes. Deveriam entender que o simples fato de abordá-las (com o tacape da Presidência da República e a condição de senadora eleita a sinalizarem alguma forma de poder particularmente temível por quem vive precariamente em outro país) pode ser-lhes assustador". 

Meio em vídeo. Vamos falar de pedofilia? De canibalismo? Vocês já se recuperaram da surra que foram essas últimas semanas? Tem algo de diferente acontecendo na maneira de fazer campanha eleitoral no Brasil. E pode ser bom. Confira a análise de Pedro Doria no Ponto de Partida: