22 de maio de 2024
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ELEIÇÕES 2022

Na Folha, Riedel cobra PSDB de centro-direita; 'qualificado e liberal'

A coligação tucana em MS reúne desde legendas de esquerda, como PSB e PDT, até o PL de Jair Bolsonaro

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Eduardo Riedel (PSDB), foi destaque na coluna "Painel", de Fábio Zanini, Guilherme Seto e Juliana Braga, na Folha de São Paulo desta 5ª (22.set). O tucano cobrou que o PSDB seja "mais centro-direita, qualificado, alto nível e liberal". 

Conforme o candidato, ainda caberia ao PSDB adotar "compromissos ambientais e sociais" — esses dois últimos pedidos, distantes do modelo dos 7 anos de gestão do padrinho de Riedel, Reinaldo Azambuja.  

"Temos que retomar uma agenda muito mais liberal. O PSDB tem tudo para se posicionar mais na centro-direita. Mas uma direita qualificada, de alto nível, com compromissos ambientais e sociais", sustentou à Folha.

Para a Folha, ele disse que caso seja eleito irá manter um bom ambiente macroeconômico em MS. "Tivemos um investimento muito forte na industrialização. Temos a terceira menor taxa de desemprego do Brasil e alta capacidade de investimento, com nota 'A do Tesouro'. Fizemos também reformas importantes, como a da Previdência", contou ele, que integrou a equipe técnica da gestão Azambuja por dois mandatos.  

Declarou que irá agregar a economia verde, afirmando que a mesma tem papel central em seu programa. "Não vemos contraponto entre desenvolvimento e meio ambiente. São áreas que têm de andar juntas". Nesse sentido, Riedel irá no caminho contrário ao traçado por Reinaldo, que pouco agiu em defesa do meio ambiente ao longo de suas gestões.  

O pedido de Riedel é ousado, pois os tucanos têm origem na centro-esquerda e a economia verde é uma pauta das políticas de esquerda, isso é, Riedel teria que mudar os ideais políticos de sua ala tucana caso queira envolvê-los em temas de defesa do meio ambiente.  

Vamos destacar, entretanto, que ao mesmo tempo que defende "a economia verde", Riedel defendeu a permissão da exploração econômica de reservas indígenas, desde que com a anuência das etnias afetadas. "O modelo antigo de demarcação e expansão de reservas, que o PT defende, está esgotado. Hoje, cada etnia tem uma visão sobre o modelo de exploração das suas áreas", defendeu. 

Riedel também declarou à Folha que caso a eleição presidencial vá ao 2º turno, o PSDB em MS irá liberar os seus filiados para apoiarem quem quiser.  

A coligação tucana em MS reúne desde legendas de esquerda, como PSB e PDT, até o PL de Jair Bolsonaro (PL), o qual Riedel afirma ter o apoio. Ao MS Notícias, porém, os bolsonaristas raízes de MS, argumentam que: "não há nenhuma manifestação formal de Bolsonaro à candidatura de Riedel", apesar de a ex-ministra Tereza Cristina (PP), candidata ao Senado, afirmar que Bolsonaro apoia Riedel. 

Estamos a dez dias da ida às urnas. Mato Grosso do Sul tem um cenário acirrado, com quatro candidatos que estão mais bem colocados disputando vagas no 2º turno: André Puccinelli (MDB), o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) e a deputada federal Rose Modesto (União Brasil) e Eduardo Riedel. As pesquisas mostram que as eleições em MS devem ser levadas para o final de outubro, num embate de 2º turno.