19 de junho de 2021
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Novo governo já estuda descentralização da saúde em MS

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O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) teve como uma das promessas de campanha a descentralização da saúde, levando para o interior investimentos para que, não seja necessário aos que necessitam, se deslocar até Campo Grande, Dourados ou Três Lagoas, para tratamento. O fato está sendo cumprido, conforme explicou o secretário estadual de saúde, Nelson Tavares.

De acordo com o titular da pasta, foi confirmado nesses primeiros dias do novo governo que a saúde deve ser organizada no Estado, tanto no interior quanto na própria Capital. “O governador vai até o Hospital Regional nesta segunda-feira para passar algumas determinações e colocar em funcionamento o que não funciona e para que o hospital passe a ser uma referência mais específica a esse projeto que nós queremos melhorar”, disse.

Tavares disse também que ele e sua equipe estão viajando para as cidades do interior, com o objetivo de firmar parcerias com os municípios, além de identificar o que pode ser realizado para melhorar a saúde nas 11 regiões do Estado.

“Vamos estabelecer referências junto aos municípios de Campo Grande, Dourados e Três Lagoas para que sejam realizados os serviços e habilitar os municípios dessas 11 regiões para os mutirões de saúde”. O secretário acrescentou que não se pode melhorar em 100% o setor de uma só vez, mas garantiu que as melhorias vão chegar no decorrer do ano.

Questionado sobre a primeira impressão referente à secretaria, em comparação aos relatórios entregues pela equipe de transição do governo anterior, o titular disse que a questão financeira ficou a desejar. “A questão financeira não é exatamente o que foi passado, mas estamos fazendo os levantamentos. Sabemos que alguns pagamentos que deveriam ser realizados a hospitais do interior, por exemplo, não foram”, isso, conforme explicou, pode fazer falta para os caixas desses hospitais.

Outro fator que pode ser negativo para o setor é que a arrecadação para o mês de janeiro no Estado está abaixo do estimado, podendo gerar dificuldades. Para reverter a situação possivelmente haverá o remanejamento de recursos de outras pastas para a saúde. “ Esse remanejamento pode acontecer, mas ainda está em avaliação, mas estamos desapontados”, concluiu.

Tayná Biazus