03 de agosto de 2021
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Peemedebistas de MS mostram preocupação com crise entre PMDB e PT: “Virou um balaio de gato”

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Os peemedebistas de Mato Grosso do Sul analisam como preocupante a situação em que o partido e o Governo Dilma Rousseff estão levando as “relações”, diante da crise econômica e política instalada no Brasil. 

Com a expectativa do encontro dos correligionários no congresso da Fundação Ulysses Guimarães nesta terça-feira (17), onde podem discutir sobre uma tentativa de recuperação da crise política e econômica, é possível que também haja um debate sobre a saída do PMDB, do governo Dilma e da base aliada. 

De acordo com o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB), existe uma crise interna que aumenta a cada ação do governo federal. “O partido sempre esteve rachado, nunca foi 100% a favor nem contra. Eu vejo que a ala do PMDB que quer deixar a base sempre existiu, mas que agora está aumentando esse percentual que está insatisfeito. O governo Dilma virou um ”balaio de gato” e as divergências aumentaram e está perdendo o controle. Eu não vejo perspectiva nem planejamento, não há ajuste de metas, tudo que ela está fazendo não está dando certo, eu estou desacreditado”, diz Rocha, em tom desanimador a respeito da “parceria” da sigla com o governo Dilma. 

Já o senador Waldemir Moka (PMDB), preferiu manter um discurso mais cauteloso e destacou que é importante existir coerência nas decisões, pois o país passa por um momento nunca antes visto de crise econômica e política, tanto internamente quanto de forma externa. “É preciso ter cautela pensando sempre no que for melhor para o país. Existe um desgaste considerável e o partido em conjunto irá decidir o que é melhor para o crescimento do país. É importante deixar de lado qualquer briga interna, a posição do MS é de ter cuidado e cautela neste momento difícil que o Brasil se encontra”. 

A deputada estadual Antonieta Amorim (PMDB) também ressaltou que é preciso cautela. “Qualquer decisão que o partido tome tem que ser analisada em conjunto. Acredito que é preciso ser coerente e tem que valer a vontade da maioria, a situação está complicada e merece toda a atenção e debate dos integrantes do partido”, pontuou Antonieta. 

Crise nacional

Para o encontro, foi discutida também a possibilidade do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) não comparecer no congresso, pois lideranças da legenda defenderam na última sexta-feira (13) que Cunha pode trazer “desgaste” com a sua presença no encontro, já que sua própria imagem, representando o partido está “arranhada”. 

Cunha é alvo da Operação Lava Jato por suspeita de participação no esquema de desvio de recursos da Petrobras e acusado de ter mentido à CPI da estatal ao afirmar que não tem contas bancárias na Suíça. Além disso, o peemedebista responde a dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) e a um processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.