16 de outubro de 2021
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Peemedebistas descartam integrar comissão que analisa impeachment de Dilma

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Representantes de Mato Grosso do Sul que compõe a bancada do PMDB na Câmara Federal não devem participar da comissão especial que vai analisar processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O deputado federal Geraldo Resende (PMDB), resolveu abdicar da sua participação no processo em função de interesse pessoal. “Pedi para não indicarem meu nome. Tenho muitas tarefas no meu mandato e uma delas é priorizar minha pré-candidatura à Prefeitura de Dourados”, informou. 

Segundo deputado, o partido tem trabalhado para que haja consenso  na indicação dos nomes. Até o momento, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) definiu indicação de cinco dos oitos parlamentares da sigla. “É uma momento de muita cautela. Há pontos relevantes para serem investigados, porém é preciso ter muita serenidade para que a crise não possa piorar”, acrescentou Geraldo Resende.  

Por outro lado, deputado federal Carlos Marun (PMDB), afirma que não irá compor a comissão por ser pró-impeachment do mandato da presidente. “Nosso líder, que respeito muito, não deve me indicar para comissão porque sou favorável ao impeachment, então não tenho expectativa quanto a isso”, disse. Para o deputado, apesar do movimento ganhar força nos corredores da Câmara, o processo, conforme Marun não tem votos suficientes e na avaliação do peemedebista a retirada do cargo de Dilma Rousseff dependerá também do apoio popular. “ Para promover o afastamento  da presidente Dilma  será necessário um movimento das ruas, porque ainda não se tem votos que possibilitem isso”, avalia.

Os nomes indicados pelos partidos serão confirmados em reunião marcada para as 18 horas (horário de Brasília) desta segunda-feira (7). Na terça-feira (8), o colegiado vai eleger presidente e relator. Após a definição, Dilma será notificada e terá prazo de dez dias para apresentar defesa. Então, a comissão terá outros cinco dias para votar relatório pela abertura ou não de processo de impeachment. O parecer ainda tem que ser submetido ao plenário e a abertura do processo depende dos votos de 342 dos 513 deputados.