19 de junho de 2024
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Pesquisa mostra posições fortalecidas de Adriane e Riedel no cenário político e eleitoral na Capital

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Com uma enorme quantidade de eleitores ainda indecisos (77%) e um contingente de 6% inclinado a não votar em nenhuma das candidaturas sugeridas na pesquisa, o Instituto Paraná divulgou na quinta-feira, 25, uma instigante amostragem sobre intenções de voto em Campo Grande. Quem fizer uma leitura sincera e crítica, verá que os números apontam um quadro de equilíbrio na corrida pela prefeitura e de afirmação de governança nos âmbitos do Estado e do Município.

Realizada de 18 e 24 deste mês com 800 eleitores campo-grandenses de ambos os sexos e a partir dos 16 anos de idade, a pesquisa adota grau de confiança de 95% e margem de erro estimada em 3,5% para mais ou para menos. Está registrada na Justiça Eleitoral sob o n.º MS05358/2024, de acordo com as exigências da Resolução TSE 23.600/2019.

Num primeiro cenário, em que as intenções de voto são declaradas espontaneamente, a prefeita Adriane Lopes (PP), o ex-governador André Puccinelli (MDB) e o deputado federal Beto Pereira (PSDB) dividem as primeiras posições, com 4,00%, 3,9% e 3,3%. O trio e mais a ex-deputada federal e ex-vice-governadora Rose Modesto (1,9%) são os únicos que tiveram neste cenário mais de 1% de citações. Rafael Tavares (PL) tem 0,9%, Camila Jara (PT) e Lucas de Lima (PT) 0,6% e o Capitão Contar (PRTB) 0,4%.

ESTIMULADAS

Na entrevista estimulada, com os nomes dos possíveis candidatos mostrados ao eleitor, a liderança é de Puccinelli, com 26,4%, seguido por Rose (19,5%), Adriane (14,4%), Beto (11,5%) e Camila (6,5%). E ainda aparecem o ex-deputado estadual Rafael Tavares (PL), com 5%, e o atual secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck (PSD), com 1,3%. Os indecisos somam 4,9% e os brancos e nulos 10,6%. Assim como na espontânea, neste cenário também não aparece o nome do empresário Beto Figueiró, pré-candidato anunciado pelo Partido Novo.

Um quadro semelhante é revelado em outro cenário da pesquisa estimulada, conservando Puccinelli (26,5%) na liderança, à frente de Rose (19,4%), Adriane (14,1%), Beto (11,1%) e Camila (6,5%). Foram citados também o deputado federal Marcos Pollon (PL), com 5,1%, e Verruck, com 1,3%. Não sabe e não responderam 4,9%; não votam em nenhum, votam em branco ou anulam o voto 11,1%.

O terceiro cenário da consulta estimulada traz uma novidade: o Capitão Contar (PRTB), em segundo lugar, com 20,4% das intenções de voto, perdendo para Puccinelli (22,8%), mas dentro da margem de empate técnico. Em seguida estão Rose (15,9%), Adriane (12,3%), Beto (9,8%), Camila (5,9%) e Verruck (1%). São 4,1% os eleitores indecisos e 8,0% os que não votam em qualquer dos candidatos, anulam ou votam em branco.

Há um cenário que também chama a atenção: a pesquisa quis saber de cada entrevistado quais seriam suas preferências, podendo citar mais de uma candidatura. Nele, com 24,6%, a prefeita Adriane está colada em Puccinelli, que aparece com 28,4%. Ambos são perseguidos por Contar (22,6), Camila (17,3%), Rose (15,5%) e Beto (11,8%). Mais distantes estão Pollon e Tavares, com 8,1%, e Verruck, com 6,3%. 

DESEMPENHO DE GOVERNO

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes e o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.  - Foto: Divulgação

Outra consulta feita pelo instituto abordou a avaliação dos eleitores sobre o governador Eduardo Riedel (PSDB) e sua gestão. Para 52,3% dos entrevistados seu trabalho está aprovado: 38,4% o consideram bom e 13,9% dizem ser ótimo. São taxas que ganham maior dimensão se comparadas com os 13,5% de ruim (5,1%) e péssimo (8,4%). No bloco intermediário, 31,6% o classificam de regular. Não sabem e não opinaram 2,6%.

A pesquisa reconhece os reconhecidos méritos de Riedel e neles a importância da boa herança administrativa que recebeu do antecessor, o também tucano Reinaldo Azambuja. E esta é uma acentuada diferença que valoriza, sobremaneira, o reconhecimento da população ao desempenho de Adriane Lopes, herdeira de uma gestão que havia caído no fundo abismo de dívidas, demandas represadas, descrédito e desconfiança. 

Apesar dos problemas que inviabilizariam a governabilidade e arrastariam a prefeitura a uma situação das mais caóticas, a prefeita – que é a primeira a sair das urnas para governar a cidade – surpreendeu os céticos e os próprios adversários. Faz as lições de casa, recompondo as estaturas financeira, gerencial e ética do Executivo, criou condições para retomar o processo de desenvolvimento e ainda abriu horizontes afirmativos para a economia e a inclusão social. 

Entre outros avanços, Adriane elevou a cidade para um patamar diferenciado na atração de investimentos internos e externos, como indica, entre outros indicadores, sua afirmação entre os núcleos de referência no mapa estratégico da Rota Bioceânica. A consequência deste esforço veio retratada nos índices do Paraná Pesquisas: em apenas dois anos ela saiu do zero e já avançou a 41% de aprovação. 

É uma escalada que parecia das mais improváveis em abril de 2022, quando assumiu a prefeitura e encontrou salários atrasados, credores aos montes batendo à porta, inadimplência, obras inacabadas, defasagens salariais, serviços públicos precarizados e baixo poder de articulação entre a gestão e a forças institucionais e políticas do Estado e da União. Com o governo estadual, mesmo em campos opostos nas próximas eleições, as relações estão ajustadas e são produtivas para a Capital, o que se reflete na maiúscula demonstração dos números desta pesquisa.