24 de setembro de 2020
Campo Grande 34º 20º

PT garante que projeto de privatização das rodovias do Estado não garante duplicação

Ao falar da votação do projeto de privatização das 11 rodovias de mato Grosso do Sul, a bancada do PT (Partido dos Trabalhadores) que votou contra o projeto, afirma que o voto contra se deve a falta de informações apresentadas pelo governo de Mato Grosso do Sul. O deputado estadual Pedro Kemp (PT), destaca que o prazo de concessão da rodovia ultrapassa o que é exigido por lei, que prevê no máximo 25 anos de concessão.

“Tem essa questão de ultrapassar a lei, prevendo concessão de 30 anos, mas também tem diversos assuntos que não foram definidos, como por exemplo, se eles vão cobrar o valor mínimo de pedágio, se eles têm condições de duplicar pelo menos alguns quilômetros das rodovias para oferecer algo positivo aos motoristas que vão desembolsar esse dinheiro durante o tráfego, tem uma série de coisas que não foram definidas e por isso votamos contra”, explica Kemp.

Questionado sobre a privatização da BR 163 realizada pelo governo federal, que de acordo com o CCR (Companhia de Concessão de Rodovias) MS Via, também ultrapassa a lei e prevê 30 anos de concessão, o deputado contraria o que vem sendo divulgado pela CCR, garantindo que o projeto do governo do federal prevê 25 anos de concessão e não 30 anos. “O projeto prevê 25 anos de concessão ao contrário do projeto de privatização das rodovias,  o governo federal garante que pelo menos 10% da BR será duplicada para depois começar a cobrar o pedágio”.

Defendendo o projeto de privatização das 11 rodovias de MS, o deputado estadual Junior Mochi (PMDB) acredita que houve incongruência dos petistas ao defenderem a privatização da BR 163 e criticar a privatização das rodovias de MS. “É uma incongruência, uma manifestação que não cabia ao partido afirmar, já que nosso projeto definiria os detalhes no procedimento licitatório”.

Defendendo a opinião tomada por seu partido, Amarildo Cruz (PT) rebate a afirmação de Mochi (PMDB), afirmando que não existia nenhuma garantia legal de que o projeto fosse oferecer detalhes durante o processo licitatório.

Dany Nascimento