19 de junho de 2021
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Mesa Diretora

PT vai à reunião, mas não aprova discutir Mesa da AL na Governadoria

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“Vamos participar de uma reunião para a qual o governador convidou todos os 24 deputados. A nós, do PT, o convite chegou sem especificação de pauta. Sei que foi publicado pela imprensa que o encontro seria para definir a composição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, porém o PT não recebeu essa informação no convite feito pelo governo. A eleição da Mesa é um assunto de competência da Assembléia, tem que ser definido na Assembléia e não na Governadoria”.

A afirmação é do deputado estadual Amarildo Cruz, líder da bancada petista, ao explicitar de que forma seu partido recebeu – e aceitou – o convite do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para uma reunião ampla na Governadoria segunda-feira, 26. Segundo o parlamentar, a bancada, que tem quatro integrantes, aceitou comparecer porque o convite foi estendido a todos os deputados da Casa e nenhum deles se furtaria a cumprir um imperativo político, institucional e até de formação pessoal, o de dialogar com todas as representações sociais, sobretudo as que têm responsabilidades com os interesses coletivos.

Se Amarildo garante não ter sido informado da pauta, o próprio governador não fez nenhum segredo desde que falou sobre essa reunião, vinculando-a clara e taxativamente ao seu interesse de contribuir com a formação de uma chapa de consenso na eleição da Mesa da AL. Hoje, durante evento municipalista no Centro de Convenções Rubem Gil de Camillo,com a presença de Azambuja, o secretário-chefe da Casa Civil e seu articulador político Sérgio de Paula confirmou que a pauta de segunda-feira é a busca do consenso no Legislativo.

“Estamos confiantes no entendimento”, resumiu de Paula. Para ele, a fórmula consensual que vem sendo considerada a mais provável é a noticiada pela imprensa, com Júnior Mochi (PMDB) e Zé Teixeira (DEM) nos principais cargos (presidência e 1ª secretaria). De Paula só não confirmou quais os cargos que estariam sendo reservados para cada um. Sobre Onevan de Matos, que desistiu de entrar na disputa, o secretário admitiu a possibilidade de o deputado tucano ser o escolhido para a 1ª vice-presidência.

Até agora, o PMDB de Júnior Mochi tem sido o único canal de conversações do PT no processo que prepara as eleições da Mesa Diretora. Amarildo ratifica essa realidade, opção justificada sobretudo pela conjuntura nacional de alianças e rivalidades de seu partido, já que os peemedebistas são da bancada de sustentação da presidenta Dilma Roussef e os tucanos seus opositores mais radicais. O PMDB tem seis deputados e com os quatro votos do PT chega a 10, mais que um terço da Casa. Para garantir maioria numa eventual disputa, os peemdebistas precisariam de outros três votos, conta à qual acredita ter chegado com os dois votos do PR (Paulo Corrêa e Grazielle Machado) e um do PTdoB (Márcio Fernandes). Há ainda votos esparsos em partidos como o PEN e o PDT.