19 de maio de 2024
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GESTÃO COMPARTILHADA

Riedel nomeia petista e carimba no governo aliança que construiu na eleição

Novo diretor-presidente da Agraer é dirigente sindical e consolida laços políticos entre o governante tucano e o Governo Lula

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Ontem, 4ª.feira (18.jan.23), o governador Eduardo Riedel (PSDB) e lideranças do PT selaram a parceria iniciada no segundo turno das eleições e sacramentaram a presença de militantes petistas na administração estadual. Para escalar mais este insólito degrau nas relações político-ideológicas em Mato Grosso do Sul, seus principais atores precisaram construir condições objetivas que surgiram na reta final da disputa sucessória.

Ao conquistar a aprovação majoritária das urnas e tornar-se governador de Mato Grosso do Sul, Riedel beneficiou-se do inusitado apoio petista entre os principais fatores do seu triunfo no segundo turno. Afinal, após ter saído atrás do Capitão Contar (PRTB) no 1° turno, Riedel se fortaleceu. Atraiu novos aliados -- um deles o PT -- e habilitou-se para chegar aos 808.210 votos (56,90% dos válidos) que o elegeram, derrotando o rival, sufragado por 612.113 eleitores (43,10% do total).

A PARCERIA

O sucesso da aliança reforçou a perspectiva de parceria pós-eleitoral. Na 6ª.feira (13.jan.23), Riedel reuniu-se com várias lideranças petistas para autenticar os entendimentos e confirmar os espaços da legenda lulista em seu governo. Cinco dias depois (ontem), uma nova reunião definiu esses espaços e as primeiras nomeações. Uma delas está conduzindo Washington Willeman de Souza, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), para a presidência do órgão.

Outro petista que já está confirmado é Humberto de Mello Pereira. Será secretário executivo de Agricultura Familiar, de Povos Originários e Comunidades Tradicionais, um dos braços vinculados à Secretaria Estadual de Meio Ambiente. 

O PT está indicando também os próximos dirigentes das áreas governamentais responsáveis pelas políticas de promoção da igualdade racial, da pessoa idosa, das mulheres, da população indígena, da juventude, da comunidade LGBTQIA+, de assuntos comunitários, das pessoas com deficiência e das fundações de Esporte, Turismo e Cultura.

Ajustaram este acordo com Riedel e o chefe da Casa Civil, Eduardo Rocha, os deputados estaduais Zeca do PT e Amarildo Cruz, o deputado federal Vander Loubet, um representante da deputada federal Camila Jara e os vereadores Airton Araújo e Luiza Ribeiro, que assume o mandato em 1º de fevereiro. Só o deputado estadual Pedro Kemp, que estava em viagem, não esteve presente.

Além de garantir o PT na base de sustentação de Riedel, o entendimento amplia e alimenta os canais de aproximação entre Mato Grosso do Sul e o governo do presidente Lula.