17 de junho de 2024
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Takimoto relembra trajetória difícil da luta construção do Hospital Regional de Dourados

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O deputado estadual George Takimoto, 73 anos de idade, (PDT) que conserva a fama de se expressar somente o necessário, em conversa com a atenta ontem, abriu a caixa de ferramentas e a cada pergunta foi revelando os bastidores dos primeiros passos diante de sua luta para a conquista do Hospital Regional de Dourados que teve início há três anos. Com boa memória ele lembro de quem abraçou ou deixou de abraçar a ideia do Hospital Regional quando o projeto nem mesmo existia e também lembrou daqueles que só abraçaram depois que viram que o filho era lindo.

Falsa expectativa

Ao puxar sua luta pela memória a conclusão do Hospital Regional, Takimoto desabafou: “Certo dia estive reunido com o prefeito Murilo Zauith (PSB) na casa dele, onde também se encontrava o deputado federal Geraldo Resende (PMDB) e pedi para que ambos se empenhassem pela causa do Hospital Regional de Dourados e qual foi a reação de Geraldo Resende?. “Não conte comigo porque não quero participar de uma discussão que vai causar falsa expectativa na população”.

Não atrapalhe

Diante da afirmação negativa de Geraldo Resende “Eu pedi apenas uma coisa para ele. Já que vc não quer ajudar, por favor, quero que me garanta que não vai atrapalhar o andamento deste projeto tão importante para Dourados”. Relatou Takimoto.

Uma semana

Com a primeira frustração a esperança de Takimoto neste caso, passou a ser em depositar todas as fichas no prefeito Murilo Zauith na expectativa dele ajudar. Eis que uma semana depois surgiu a oportunidade de se angariar recursos federais através de uma emenda coletiva a ser apresentada pelo deputado federal Vander Loubet (PT) no valor de vinte milhões de reais. Oportunidade rara, aliás.

Segunda decepção

Esta seria a segunda decepção seguida para Takimoto, pois o Murilo ficou de ir a Brasília para assinar, só faltava a assinatura dele para que os recursos pudessem virar realidade, mas, segundo lembra Takimoto, Murilo desistiu de assinar por questões políticas, pois disse que não iria em busca de um hospital que ficaria com a marca de hospital do Vander Loubet.

Tarde demais

Com a recusa de Murilo Zauith em assinar o documento o prazo expirou. Desesperado e tentando resgatar os vinte milhões, o deputado foi pedir socorro ao governador André Puccinelli (PMDB) para que o mesmo tentasse através do estado correr atrás do prejuízo. “O governador até que se empenhou mas já era tarde demais, perdemos o recurso”, lembra Takimoto.

Comissão de Saúde

E como o deputado Marçal Filho (PMDB) surgiu na cena do Hospital Regional? indagou a atenta. George Takimoto explicou que como Marçal faz parte da Comissão de Saúde da Câmara, depois que Takimoto havia oficializado seu pedido junto ao estado, determinada verba federal que estava prevista para o HV (Hospital Universitário), Marçal resolveu deslocar para o Hospital Regional.

Nada x nada

Para Takimoto não importa se o Marçal se coloca como “Pai” do HR, o importante é que os recursos se tornem realidade, porém até agora, lamentavelmente, segundo lembra Takimoto, não existe nos cofres do estado de Mato Grosso do Sul, nenhum recurso federal na ordem de 17 milhões de reais ao qual Marçal se refere.

O que existe?

“O governador André tem sido bem claro. Não existe nenhum recurso federal em torno do Hospital Regional de Dourados, o que existe são recursos de vinte milhões de reais, dinheiro do orçamento do estado para iniciar a obra, orçada em 80 milhões de reais”.

A despedida

“Infelizmente o deputado Marçal Filho, que perdeu as eleições este ano não estará mais na Câmara Federal a partir do ano que vem, ele que se preocupa tanto com a saúde pública do estado, politicamente estará fora desta conquista quando a obra for concluída porque melancolicamente se despediu da política sul-mato-grossense”, lembrou George Takimoto.

Daqui pra frente...

“O governador é testemunha de quanto eu fui insistente com ele até agora, o quanto bati nesta tecla”. Daqui pra frente, conforme o deputado estadual George Takimoto, a principal missão será a de ressuscitar a emenda coletiva de vinte milhões, sepultada pelo prefeito Murilo.

Quem sabe

Ele disse que espera continuar contando com o apoio do deputado federal Vander Loubet (PT), e agora incluiu na luta a senadora Simone Tebet (PMDB) e quem sabe até do deputado federal Geraldo Resende. “Quem sabe ele tenha outro conceito hoje a respeito desse projeto, quem sabe agora ele acredite que não se trata mais de falsa expectativa e resolva também ajudar”, afirmou George.

Divergências internas

O resultado insatisfatório em duas eleições consecutivas e as divergências internas que levaram o PMDB a disputar os pleitos de 2012 e 2014 rachados, resultarão em uma debandada de fortes lideranças do partido, que saem em busca de novos rumos de olho em 2016.

Centro da rebelião

O centro da rebelião está, direta ou indiretamente, ligado à família Trad, informou o Correio do Estado. Os irmãos Nelsinho, ex-prefeito de Campo Grande, Fábio, deputado federal, e Marquinhos, reeleito deputado estadual, já declararam abertamente estarem insatisfeitos com o PMDB. O estilo centralizador do governador André Puccinelli, diz a ala tradista, impede que eles tenham espaço dentro do partido.

Que frase!

“Se os fatos não se encaixam na teoria, modifique os fatos.” (Albert Einsten)

Coluna Atenta/O Progresso