24 de junho de 2024
Campo Grande 27ºC

Presidência da ALMS

Teixeira dá sinais de contrariedade e não sabe se vai à reunião

A- A+

Os deputados Zé Teixeira (DEM) e Júnior Mochi (PMDB) foram os últimos a sair da reunião com o governador Reinaldo Azambuja, hoje de manhã, na Governadoria. Os dois parlamentares foram confirmados como principais nomes para os dois cargos mais importantes da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, a presidência e a 1ª secretaria, mas ambos asseguraram que a composição dos cargos ainda não está consumada. 

Teixeira revelou alguns sinais de contrariedade e ainda disse desconhecer informação dada pelos outros colegas, sobre reunião marcada para amanhã, às 9h, no gabinete da presidência da Casa, para os ajustes finais na composição da Mesa. “Não sei de reunião amanhã. Se tem que reunir pra decidir isso, vamos reunir hoje então. Amanhã eu não estarei aqui, tenho outras agendas para cumprir”, respondeu,ao ser questionado pelos jornalistas sobre o que esperava do encontro. Mochi, ao seu lado, também foi interpelado e confirmou que a reunião de amanhã na Assembleia havia sido combinada e confirmada durante o encontro com o governador. “Na reunião de hoje nós não tratamos da questão da Assembleia, só discutimos basicamente a situação do governo, as medidas que estão sendo tomadas e de que forma podemos colaborar”, explicou Mochi.

Porém, Mochi e outros deputados peemedebistas, como Eduardo Rocha, admitem que pesa muito para o consenso o fato de o PMDB ter a maior bancada individual entre os partidos e contar ainda com o apoio do PT e de outras siglas. Recusa-se a falar como futuro presidente, insiste na legitimidade de todos os 24 deputados aspirarem aos cargos da Mesa e sugere que só durante a reunião de amanhã , provavelmente, seja definida a distribuição dos cargos.

Nas contas dos seus aliados para a sucessão na Casa, Mochi tem o apoio de 13 colegas. Com o seu, seriam 14 votos. 

Teixeira disse que essas contas não podem ser feitas porque, a seu ver, não existe disputa. “Temos um caminho a seguir que é o consenso”, aposta. Lembra que com cinco mandatos e 20 anos de Assembleia sempre testemunhou e até protagonizou atitudes de grandeza para garantir o entendimento. “Desta vez, tenho certeza, será assim”. Ao deixar a Governadoria, embarcou no carro de Mochi, que antes de sair respondeu afirmativamente a um jornalista que quis saber se tentaria convencer o democrata a participar da reunião.