EXTREMISTA DE DIREITA
"Lugar para testar uma bomba nuclear", diz professor de MS no Dia do Nordestino
"Comedor de calango com cacto. Farinha e cibola (sic)", ataca servidor da educação bolsonarista
O Professor de Educação Física Alexandre Motta do Prado, que leciona na Escola Estadual Joaquim Murtinho, no Centro de Campo Grande (MS), publicou mensagens de teor xenofóbico contra o povo nordestino neste dia 8 de outubro. As manifestações ocorreram em um grupo intitulado "Resenha da ACP" e foram acompanhadas de manifestações pró-extrema direita.
Conforme prints enviados à reportagem do MS Notícias, o professor compartilhou um mapa de votações do Brasil que mostra a preferência pelo presidente Lula na região Nordeste, enquanto o candidato de extrema direita Flávio Bolsonaro lidera nas demais regiões. Acompanhando a imagem, Prado escreveu:
"O Nordeste e um bom lugar para testar o 1 bomba nuclear brasileira, (sic)".
Em seguida, Prado enviou uma "figurinha" de Jair Bolsonaro gritando e, abaixo, uma imagem celebrativa da cultura nordestina, em referência à data comemorada neste dia 8 de outubro. Na legenda da imagem, escreveu:
"Comedor de calango com cacto. Farinha e cibola (sic)".
A mensagem recebeu apoio de outro integrante do grupo, que respondeu:
"Bolsonaro é foda. Msm sem falar nada! (sic)".
Então, Alexandre Prado voltou a ofender os nordestinos, dessa vez até com xingamentos de baixo calão:
"Tem q comer calango com cacto msm... fdps da porra".
Na sequência, outro integrante, identificado como Raphael Ramos, também demonstrou apoio. Em frente ao nome, ele utiliza a identificação "Bolsonaro 22" e enviou uma "figurinha" de Jair Bolsonaro com os dizeres "Irrul" após as ofensas de Prado.
Outro integrante do grupo, um professor chamado Kassio, alertou Prado sobre o teor das manifestações:
"Cuidado que o que você está fazendo é crime em. Vote em quem você quiser", ponderou.
A reportagem apurou que Alexandre formou-se na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em 1995, portanto, acessou graduação superior gratuitamente. Atualmente ele é concursado com 40h na Secretaria Estadual de Educação, onde recebe R$ 23.513,34 de remuneração mensal bruta. Um concurso foi ocupado por ele em 2001 e o outro em 2006. Eis:
A reportagem enviou mensagem ao número ocultado nessa matéria vinculado ao nome de Alexandre Prado e aguarda posicionamento dele acerca dos ataques contra o povo nordestino.
O MS Notícias também questionou o Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACPMS) se a entidade tem conhecimento do referido grupo e o teor das mensagens lá enviadas. Até a publicação da reportagem, a ACPMS não havia enviado posicionamento.
